Palmeiras: dinheiro em abundância. Profissionalismo, nem tanto

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O presidente palmeirense Arnaldo Tirone disparou para todos os lados. Em entrevista ao Jornal da Tarde, fez questão de trucidar o meia Valdivia e dar estocadas em Luis Felipe Scolari que, na sua visão, perde o controle em instantes cruciais. Lógico que a publicação da reportagem gerou uma operação panos quentes por parte dos dirigentes palestrinos.

Escutei diversos cronistas esportivos com a seguinte linha de pensamento: o dirigente tem razão em suas reclamações mas foi realizado fora de hora. Prefiro adotar outro rumo. O que importa não é o conceito enunciado por Tirone, mas sim a conjuntura que gerou o seu descontentamento.

Explico: o futebol brasileiro é paternalista. Não exige profissionalismo de ninguém e, na maioria das vezes, não há cobrança sobre o comportamento dos atletas. Isso vale em todos os clubes. Adriano, Ronaldo Nazário, Edmundo, Romário que o digam. No Brasil, possuir um talento incomparável é o passaporte para a bagunça.

Observe os craques no dia a dia. Apesar da exigência cada vez no aspecto físico, não há qualquer compromisso em abraçar a carreira fora dos gramados. Traduzindo: dormir cedo, adotar alimentação balanceada, possuir cuidado na hora de escolher as companhias, etc.

Valdivia apenas aproveita-se das facilidades oferecidas no Brasil. Se o Palmeiras estivesse na final e o chileno fosse o artilheiro, ninguém encaminharia qualquer reclamação. Seria uma espécie de absolvição.

Dirigentes e atletas teriam que aprender algo básico: o futebol exige dedicação e privação por 24 horas, independente de vitórias ou derrotas. Tirone talvez tenha aprendido tarde demais. Valdivia, nem isso.

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