Paes, Cunha e Suplicy: Três Eduardo´s que retratam um Brasil perdido e doente

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Um nome demonstra o quanto o Brasil está doente e sem rumo: Eduardo. Três personalidades políticas mostram o quanto perdemos o parâmetro do que é correto, decente e republicano. No sentido positivo da palavra.

O primeiro tem o sobrenome Paes. Reeleito com 64% dos votos válidos em primeiro turno em 2012, é o executivo incumbido de receber os Jogos Olímpicos. Nos últimos dias comete uma lambança atrás da outra. Dá declarações infelizes, como a de desdenhar das reclamações feitas pela delegação australiana em relação ao estado da Vila Olímpica. Mas pense: foi o escolhido em 2012 para fugir do “pesadelo” chamado Marcelo Freixo, do PSOL. Um partido progressista.

O segundo Eduardo leva o sobrenome Cunha e suas peripécias são mais do que conhecidas. Prestes a ser cassado pela Câmara dos Deputados recebe um apoio espantoso por parte da seara Evangélica. Provas, documentos e acusações firmes da Procuradoria da Suiça são insuficientes para, por exemplo, Silas Malafaia abandoná-lo ao relento.

Agora, perceba como o Brasil é um país louco e injusto. O perfil traçado dos dois personagens anteriores seria a base até para um vilão de uma novela dramalhão. Mas quem no fundo sofre as agruras de um péssimo feitor e sem merecer é o terceiro Eduardo. Seu sobrenome: Suplicy.

Eleito pela primeira vez para o Senado em 1990, Suplicy ficou por 24 anos na casa e não pesa sobre ele qualquer acusação de corrupção ou de desvio de dinheiro público. Nunca empregou parentes ou cometeu desatinos. Chato por defender o programa de Renda Minima? Mas o que não faz um político correto senão o de defender ideais?

Pois este personagem único da vida brasileira tomou o primeiro revés nas urnas quando José Serra lhe venceu com mais de 58% dos votos para o Senado Federal. Suplicy ficou com 32%. Pense: o estado mais fraticida na defesa da moralização da política tira um parlamentar comprovadamente probo e honesto.

Eis que Suplicy fica até abril deste ano na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e abre mão de seu salário no poder público para doar ao programa de Renda Minima. É esse homem que foi preso hoje apenas por querer um reintegração de posse sem violência na zona oeste de São Paulo.

Paes, Cunha, Suplicy. Três Eduardo´s capazes de demonstrar um diagnóstico duro e triste: o Brasil precisa ser internato. Antes que sua cidadania morra.

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