Padilha e Alckmin realizam beija mão com pastores. Lamentável!

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Este blog nunca escondeu sua contrariedade com o uso da religião na política. O blog abomina o beija de mão de candidatos em pastores evangélicos ou lideres religiosos carismáticos. Infelizmente, a tendência será reforçada nas eleições para governador de São Paulo em 2014, seja com Paulo Skaf, Geraldo Alckmin e Alexandre Padilha. Antes que me esqueça, nota zero para os três nesse aspecto.

A reportagem da Folha de São Paulo desta segunda-feira (24) exibe as andanças de Padilha e Alckmin nas igrejas evangélicas de São Paulo, inclusive para receber orações no púlpito. Populismo mais barato, impossível. Inclusive de Padilha, que utiliza seu pai, Anivaldo Padilha, frequentador da Igreja Metodista, como álibi para sua aproximação com as denominações evangélicas.

Para completar o enredo, as lideranças evangélicas entabulam uma série de reivindicações como a instituição do ensino religioso e a neutralidade dos candidatos em temas como aborto e descriminalização das drogas. Ou seja, uma minoria (porque os Cristãos Evangélicos não se constituem no país) impondo suas vontades sobre a maioria. Detalhe: o Estado é laíco e não cabe o ensino religioso nas escolas públicas. Se for em estabelecimentos particulares, não há problema.

O que me deixa mais indignado é a apatia dos frequentadores das Igrejas Evangélicas. Ficam em posição apática, sem iniciativa para protestar por esse estado de coisas. Afinal, não é normal um pastor ou um líderes querer falar em nome de milhares para qualquer líder político. Independente de nossa opção religiosa, somos cidadãos e devemos ter idéia e conceito próprio sobre aquilo que desejamos ao nosso país. Quando consideramos normal tal tipo de manipulação, não somos nós que perdemos e sim o país que perde que grande chance de debater e detectar os seus erros e acertos. Um dia muda. Só não sei quando.

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