O silêncio dos pastores evangélicos midiáticos e de grandes igrejas em relação a reforma da educação em SP

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O governo estadual promove uma reforma nas escolas públicas e a medida gerou chiadeira nos movimentos sindical e social. Não esqueça da revolta de alunos, pais e professores. Serão 94 escolas fechadas, 311 mil alunos atingidos , especialmente na periferia e que afetará a rotina de crianças e adolescentes que vão sair de estabelecimentos para outros em uma logistica que acarretará prejuízos. Em sua defesa, o governo do Estado diz que a reorganização vai proporcionar a instituição de ciclos e alguns edificios devem ser usados para abrigar diretorias de ensino, unidades de Fatec ou a instalação de escolas municipais. De um jeito ou de outro, estabelecimentos serão fechados. A secretaria de Educação prevê um aumento de 25% de matriculas nas escolas.

A gritaria é justificada de todos os lados. É preciso uma reação, especialmente porque a escola pública é voltada aos mais pobres e dessasistidos. Interessante é observar um nicho da sociedade em silêncio sobre esse assunto: os pastores midiáticos.

Antes que você venha acusar o colunista de ladainha, vamos colocar alguns dados. De acordo com o INEP, órgão vinculado ao Ministério da Educação, o Brasil tem 45 milhões de estudantes matriculados em Escolas Particulares. Dos 35,8 milhões de alunos do ensino fundamental, 32,4 milhões (90,5%) estudam em escolas públicas e apenas 3,4 milhões (9,5%) em escolas particulares. No ensino médio, dos 6,9 milhões de alunos existentes, 82,4% estão nas escolas públicas. Mesmo assim, esses alunos giraram em 2013 um faturamento de R$ 32 bilhões. Apesar dos tempos de crise, não é díficil imaginar que em 2015 as escolas faturem uma quantia considerável, mesmo com a obrigação de impostos, salários e outros encargos a serem quitados.

Dentre estas instituições podemos enumerar diversas escolas e faculdades ligadas a Igrejas Cristãs Evangélicas. Pense: uma escola pública de péssima qualidade ou que é fechada abre espaço para aumento da clientela das escolas particulares. Automaticamente abre a chance de aumento de lucro dessas escolas, especialmente ligadas a instituições religiosas. Pense: que interesse teriam estes pastores em defender escolas públicas de qualidade e salários melhores aos professores? Não compensa mais verificar suas ovelhas sacrificando-se para pagar uma mensalidade escolar, que no final das contas, poderá ir para o seu próprio caixa? Alguns podem relembrar a concessão de bolsa de estudos. É verdade. Mas é 10, 15 ou 20 alunos com valores reduzidos para 99% com mensalidade cheia.

Como já disse com propriedade o pastor Antonio Carlos Costa, o Evangelho teria que ser direcionado aos pobres e marginalizados, que além conforto espiritual necessitam de saúde e educação de qualidade. Para alguns pastores, nada disso. O que importa é ver o caixa financeiro da escola em boas condições. Por isso, alguns devem dizer de modo secreto: abençoado Alckmin!

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