O que precisa acontecer para o futebol copiar o basquete?

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O basquete voltou a transmitir dignidade. Ganhou da República Dominicana pelo placar de 83 a 76 e está com vaga assegurada nas Olimpíadas de Londres. Jogadores guerreiros, sem estrelismos e obedecendo cegamente ao técnico Ruben Magnano. Com cuidado e apuro, conseguiu transformar jogadores desmotivados em vencedores. A missão dele não foi fácil. O Brasil só nos últimos anos conseguiu formar um campeonato decente em termos nacionais e as categorias de base ainda padecem para oferecer estrutura. Os clubes de futebol, que anteriormente investiam no basquete como segunda modalidade, praticamente ignoram o palco, excetuando-se o Flamengo.

Diante desse cenário, o trabalho do técnico argentino ganha maior importância. Nunca é demais lembrar que no ato de sua contratação, a grita dos técnicos nacionais foi enorme. Corporativismo puro, fruto de temor de tomar espaço. Deveriam encarar como uma oportunidade de reciclar conhecimento e obter novas experiências.

A decisão corajosa da Confederação Brasileira de Basquete deveria servir de inspiração para a CBF. Sim, está na hora do futebol brasileiro começar a encarar com naturalidade a presença de técnicos estrangeiros por essas aqui. Já cansou o discurso embolado de Luxemburgo, as invencionices de Adilson Batista, a grosseria de Felipão ou Muricy Ramalho, o folclore de Joel Santana. Cada criou um personagem e deixou a reciclagem em segundo plano. Enquanto isso, os técnicos europeus aplicam goleadas. Não podemos esquecer que a atual campeã do mundo é a Espanha e o seu técnico é Vicente Del Bosque.

O basquete decidiu promover a reviravolta e começa a colher os frutos. Quando o futebol vai se tocar e seguir o mesmo caminho? Oremos.

 

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