O que podemos aprender com a Copa do Mundo

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A Alemanha venceu merecidamente. Fez um planejamento e revolução nas categorias de base desde 2000, a partir de uma desclassificação vergonhosa na Eurocopa. Arquitetou as mudanças dentro do seu estilo. Sem corromper o seu DNA. Sim, se você verificar ainda está lá a força, o preparo físico, tudo com pitadas de técnica e habilidade.

Tal cenário, no entanto, não pode fazer o futebol brasileiro cair na armadilha de que todos devemos falar alemão de uma hora para outra. Ou seja, copiar literalmente aquilo que foi feito pelos alemães. Uma típica atitude de baixa autoestima. Ou vira latice você escolhe.

O Brasil tem que se organizar sim. Tem que melhorar seu futebol? Com certeza! Precisa montar uma seleção mais forte? Sim. Mas o desejo do blogueiro é que essas alterações sejam efetuadas dentro das nossas características e antenado com as tendências do  futebol moderno. Com variações táticas e com drible, malícia e a picardia que nos elevou ao clube dos campeões do mundo. Eu não troco nenhum craque da história alemã por Garrincha, Pelé, Didi, Romário, Tostão, Rivelino, Rivaldo. Repito: nenhum!

Amo o futebol brasileiro e quero melhoria dentro das nossas características. O torcedor deve acordar e pedir o fim de equipes com  três volantes, três  zagueiros e aposta solitária no contra-ataque. Devemos voltar aos preceitos que nos fizeram conquistar cinco (cinco!) títulos.

É hora de homenagear a Alemanha sim, mas não querer que Rio de Janeiro vire Berlim ou que São Paulo de transforme em Munique. Não troco meu país por nada.

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