O que impede uma união mínima no futebol campineiro?

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Ponte x São Paulo é jogo de interesse apenas para a torcida pontepretana. A Federação não quer, os gigantes...O que falta para empreender uma reação conjunta com os outros clubes do interior?

 

Ponte x São Paulo é jogo de interesse apenas para a torcida pontepretana. A Federação não quer, os gigantes...O que falta para empreender uma reação conjunta com os outros clubes do interior?

Resolvi continuar neste assunto na elitização do futebol brasileiro e agora quero abordar pelo lado da Ponte Preta. Encontrar-se na Série A do Campeonato Brasileiro e
nas oitavas de final da Copa do Brasil é um feito para ser celebrado e
ostentado. Mas antes de qualquer sorriso estampado no rosto, não se pode
esquecer as dificuldades a serem encaradas pela alvinegra. E por favor, sejamos
sinceros: o futebol encontra-se tão elitizado, tão voltado aos 12 gigantes que
chega a ser discurso vazio dizer coisas como “aqui é Ponte Preta”, “Vamos
superar”, etc, etc.

Vamos aos fatos: a Ponte Preta, que tem um dirigente moderno e competente como Márcio
Della Volpe e um técnico estudioso como Gilson Kleina entrará no Brasileirão
como o David que tem a obrigação de derrotar 12 golias. E com apenas uma pedra.

Claro, a Ponte Preta não procurou esta situação, mas poderia ter sido evitada. Nos
últimos anos, tanto o futebol campineiro como o de todo o interior do Estado de
São Paulo esteve invadido por cartolas preocupados muito mais em cuidar de suas
paróquias do que imaginar algo simples: campeonato forte é sinônimo de clube
forte.

Exemplo clássico: um dos erros mais graves das últimas diretorias do Guarani foi a de
ignorar o pleito pela entrada da Ponte Preta no Clube dos 13. Se estivesse no
seleto clube, certamente contaria com recursos que abreviariam a sua estadia na
segunda divisão. Mas infelizmente, ninguém pensa nisso. O discurso é do quanto
pior melhor para ambos os lados.

Reafirmo:seria muito bom a Ponte Preta passar pelo São Paulo e posteriormente chegar à
final da Copa do Brasil. Mas seria melhor ainda verificar os dirigentes de
Ponte Preta, Guarani, Paulista, Bragantino, São Caetano e outros menos cotados,
chegarem a conclusão de que são adversários e não inimigos. O caminho de Marco
Polo Del Nero seria dificultado.

 

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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