O que esperar do time titular da Ponte Preta?

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Com os desligamentos e transferências no elenco, o torcedor da Ponte Preta está apreensivo. Quer a manutenção da produtividade do ano passado e se possível um avanço que dê perspectiva do tão sonhado título. Cabe o questionamento: o time colocado á disposição do técnico Vinicius Eutrópio tem qualidade? Poderá disputar o título do Campeonato Paulista? Poderá avançar no Brasileirão? Tem condições de fazer bonito na Copa do Brasil a partir do confronto com a Caldense?

Pelo treinamento desta terça-feira, no CT do Jardim Eulina, a escolha para João Carlos como substituto de Marcelo Lomba é justa se levarmos em conta que é mais experiente que Matheus.

Na defesa, o torcedor deverá acostumar-se com mudanças. Nino Paraíba tem força no ataque, mas dá atenção marcação, procedimento parecido com o de Gilson, que deverá ser mais liberado ao ataque se acontecer uma cobertura eficiente. Um quadro diferente do ano passado, quando Rodinei era linha de frente para buscar os cruzamentos ofensivos.

Em relação a dupla de zaga, se Ferron não causa temores pela consciência de sua limitação e a força com que atua no gramado, a verdade é que Fábio Ferreira teve boas apresentações e poderá se firmar, sem esquecer a concorrência de Wellington e Tiago Alves.

No meio-campo, ninguém precisa dizer que Elton não exibe a classe e a categoria de Fernando Bob. Só não podemos esquecer de que sua dinâmica de jogo e capacidade de recomposição. Perde de um lado, ganha de outro. Renato foi designado como titular e já tem a tarefa de conquistar a comissão técnica, companheiros e arquibancada.

Se optar por um trio ou uma dupla de armadores, o técnico Vinicius Eutrópio terá um portifólio interessante. Na escalação inicial, ele sabe que Felipe Azevedo recompõe como poucos na marcação e quando liberado auxilia o ataque em jogadas de penetração ou em tabelas. Com Clayson o time recebe uma pitada de velocidade e de ousadia. E Rhayner? Esqueça o futebol de velocidade e habilidade de Biro Biro. O que a Macaca terá a disposição, caso seja repetido o desempenho do Náutico, será um jogador de velocidade, força, proximidade nas imediações da área e capacidade para dar assistência.

Boa notícia para Wellington Paulista, atacante de mobilidade e com auxilio para balançar as redes. Como não está em boa forma, no jogo treino inicial será substituído por Alexandro, detentor de técnica e habilidade escassa, mas com força de vontade e disciplina tática, o que ajudará neste início de trabalho.

Ainda é preciso verificar se o time apresentará competência no rebote da segunda bola, se a bola parada defensiva não dará chance aos oponentes, se o contra golpe está bem posicionado e o toque de bola e a marcação estão bem azeitados. De algo, no entanto, não há dúvida: existe potencial para equipe surpreender. Se isto será realidade ou não, o gramado vai dizer.

 

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