O que é melhor para o futebol brasileiro: Aécio Neves ou Dilma Roussef?

0
17

Neste debate intenso do segundo turno da eleição presidencial parece que o futebol é um mundo á parte. Não é. A Aécio Neves ou de Dilma Roussef trará conseqüências diretas a política esportiva no Brasil e também para o esporte mais popular do planeta.

Aécio Neves presidente é a presença mais forte da cartolagem no controle das decisões do futebol brasileiro. Marco Pólo Del Nero e José Maria Marin teriam trânsito com o Palácio do Planalto especialmente pela interlocução de Ronaldo Nazário, apoiador de primeira hora do senador mineiro e claramente recebido de braços abertos pelos poder estabelecido.

Também dúvidas se instalariam no ar sobre a possibilidade de evolução do movimento Bom Senso Futebol Clube. Apesar de Ronaldo ter entabulado alguns contatos, é dito é notório que Aécio Neves tem mais ligação com os cartolas do que com a pé de obra. Tal tendência em um provável governo Aécio Neves só poderia mudar com a designação de Bernardinho como ministro dos Esportes. Sujeito sério, trabalhador, em franca desavença com a cartolagem da CBV, é um esportista que foca na utilização do Esporte como instrumento de cidadania e de prevenção de saúde. Duro é saber se Aécio Neves abrirá mão de compromissos para bancar um soldado tão combatente e independente.

No caso de Dilma Roussef, apesar de alguns sinais positivos, a incógnita também impera. No final de seu mandato, duas atitudes da atual presidenta demonstram sua preocupação em construir o futebol como fator de identidade nacional e voltado as camadas populares. A medida inicial é a orientação concedida ao atual ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, de lutar com todas as forças contra a elitização das arquibancadas no futebol brasileiro. Dilma entende que o futebol é uma indústria e precisa de recursos, mas quem ganha dois salários mínimos não tem condições de pagar um ingresso de R$ 50 ou pagar nem mesmo um programa de sócio torcedor. Tal fenômeno, alias, já foi detectado no Corinthians, em que um movimento de torcedores coloca-se contra os preços praticados na nova arena.

Dilma acenou ainda como aliada do movimento Bom Senso e autorizou o Ministério do Esporte a intermediar negociações com os atletas e a CBF para viabilizar a melhoria do calendário. O entrave é que esse patrimônio já construído poderá ruir de acordo com a formação do novo ministério em um possível segundo mandato. Aldo Rebelo não deve ficar. Quem será o substituto: um político de carreira ou um jornalista ou ex-atleta independente e disposto a peitar a CBF? Uma solução caseira e eficaz seria guindar a posição de ministro o atual secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Toninho Nascimento. É sujeito sério, bem relacionado no mundo da bola e já conhece os problemas a serem enfrentados.

Independente de Dilma ou Aécio, o próximo ocupante do Palácio do Planalto não poderá ignorar um preceito básico: do jeito que está, o futebol brasileiro não pode ficar.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here