O que a Libertadores quer? A razão botafoguense ou a emoção pontepretana?

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A definição do quarto classificado para a Copa Libertadores de América no futebol brasileiro será o confronto da razão com a emoção. Botafogo e Ponte Preta tem motivos legítimos para participarem da principal competição do continente sul-Americano e novamente o imponderável deverá entrar em campo para designar quem vai comemorar.

Se adotarmos a razão, o Botafogo leva vantagem. Disputou um campeonato de 38 rodadas, contou com um jogador extraclasse (Seedoorf) e um treinador (Oswaldo de Oliveira) capaz de superar todos os obstáculos para montar um time consistente e forte na marcação e fechamento dos espaços. A vitória sobre o Criciúma por 3 a 0 apenas confirmou o acerto do presidente Mauricio Assumpção em bancar a renovação de Oswaldo de Oliveira no final do ano passado. E mais: por não contar com o estádio João Havelange e ainda encarar problemas financeiros, a classificação á Copa Libertadores é essencial. Até como sobrevivência.

Se a razão prevalece ao contar a história do Botafogo no Campeonato Brasileiro, a emoção fica a flor da pele ao recontar a trajetória da Ponte Preta na Copa Sul-Americana.

Uma epopéia iniciada a partir da vitória sobre o Velez Sarsfield por 2 a 0 e ratificada com o triunfo sobre o São Paulo por 3 a 1. Para completar o enredo, a torcida deu demonstrações explicitas de amor, ao comparecer em 12 mil pagantes no empate com o São Paulo em Mogi Mirim e ao colocar 28 mil pagantes no estádio do Pacaembu nos 90 minutos iniciais na decisão contra o Lanús. Como imaginar um final infeliz para uma história tão linda e única?

Pois é, a bola e o destino terão que decidir. E teremos que esperar.

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