O principal inimigo de Dilma Roussef: o eleitor “Justo Veríssimo”

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Dilma Roussef teve nova queda nas intenções de voto, segundo o Datafolha. Está com 38% e mesmo assim faturaria a eleição no primeiro turno, especialmente pela incapacidade de Aécio Neves e Eduardo Campos de aumentarem suas votações. Por outro lado, Marina Silva bateu em 27% e seria a única capaz de levar a eleição para o segundo turno.

Tais índices, no entanto, não são definitivos. Apenas saberemos para que lugar vai começar o processo eleitoral a partir do inicio do horário eleitoral gratuito.

Enquanto isso, é interessante verificar a existência de alguns modelos de eleitores responsáveis por insuflar o discurso da oposição. Neste artigo, quero focar especificamente em cima de um: o eleitor “Justo Veríssimo”.

Personagem genial criado por Chico Anysio na década de 1980, o fictício deputado tinha como seu discurso oficial o desprezo pelas regras oficiais e por roubar dinheiro público descaradamente. Mas talvez sua principal característica era o ódio que sentia pelos próprios eleitores. O bordão “Quero que pobre se exploda!” virou um clássico do anedotário brasileiro.

Assim como seu inspirador, o eleitor “Justo Verissimo” faz vistas grossas a corrupção, especialmente dos políticos de sua preferência. Perceba: Eduardo Azeredo foi denunciado no mensalão mineiro e seu processo direcionado a Justiça Comum. Algum protesto daqueles que queriam os mensaleiros do PT na cadeia? Muito pouco. Esse eleitor encara Paulo Maluf como uma figura folclórica e não  comenta de suas denúncias na Justiça. Alstom? Metrô de São Paulo? Balela, isso é apenas bobagem do PT.

O eleitor “Justo Veríssimo”, assim como seu inspirador, despreza políticas sociais. Não concorda com o Bolsa Família, não gosta do Minha Casa Minha Casa Minha Vida, despreza o Luz para Todos e fica incomodado com a presença de pobres nos aeroportos brasileiros, quando deveria chiar pela falta de estrutura.

O eleitor “Justo Verissimo” não quer saber de combater a pobreza, seja por programas sociais ou cotas para minorias. Acha que o “trabalho” resolve tudo. E se mesmo assim gente estiver passando fome? A resposta não poderia ser mais seca e direta: não estou nem ae.

O eleitor “Justo Verissimo” quer eleger alguém não para transformar o Brasil em um país mais justo e menos desigual e sim para acabar com o comportamento paternalista do Estado Brasileiro. Acha que o “mercado” dará conta de resolver todos os problemas.

O atual governo, com todos os seus defeitos, não quer armar essa “bomba” contra os menos favorecidos. Ainda bem. Que continue assim.

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