O principal adversário do Guarani na Série A-2: ele mesmo!

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O Guarani perdeu do Guaratinguetá por 3 a 2 e vê o sonho do acesso à divisão de elite entrar na seara do impossível. Um time técnico e habilidoso em alguns momentos e de uma apatia alarmante em outros. Existe ainda outro cenário exótico: o time corre, guerreia, marca, mas parece não ter rumo. Não há como deixar de lembrar uma cena do filme “Forrest Gump” estrelado por Tom Hanks. O protagonista, em determinado instante, sem motivo algum, resolve correr. E corre, corre, corre e é seguido por milhares de pessoas. Cruza o país, gera comoção e transmite uma sensação de nova filosofia de vida. De repente, Gump para no meio da estrada, olha ao redor e volta. Viu que não tinha objetivo concreto.

O Guarani transmite idêntica sensação. Pior: a impressão transmitida é de uma diretoria honesta, decente, que faz aquilo que está dentro do seu alcance, mas ao mesmo tempo sem malícia e tarimba para escapar das armadilhas do futebol, especialmente o sentimento excessivo em relação aos treinadores e aos jogadores. Ou seja, a cobrança parece que sempre é feita com um pedido implícito de desculpas. Há contrangimento em cobrar e exibir produtividade.

Resultado: a torcida mostra-se triste, revoltada e desanimada. As reclamações começam a rarear nas redes sociais e arquibancadas. Não porque os torcedores acreditam de que está tudo bem e, sim, porque consideram inútil realizar qualquer lamento. É como se a diretoria de futebol do Guarani e a diretoria vivessem um planeta e a torcida em outro. E com fusos horários diferentes.

O Guarani ainda pode conseguir o acesso? Sim, porque tem dois jogos como visitante e outros três como anfitrião e se somar 13 ou 12 pontos ainda é possível almejar dias melhores. No entanto, o Guarani antes de tudo, precisa vencer o seu principal adversário: ele mesmo.

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