O Morumbi é desprezado. E você pagará a conta

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A cada dia, o Campeonato Mundial de Futebol decepciona aqueles ávidos por uma centelha de coerência. Pense bem: os cofres públicos estarão de prontidão para ajudar a construir uma batelada de estádios ao custo mínimo de R$ 400 milhões. Do Maracanã, então, não se sabe o que poderá acontecer. Em São Paulo, o quadro é ainda mais dramático. Temos três praças esportivas em condições de receber reformas: Pacaembu, Parque Antártica e Morumbi. Os dois últimos já estão com obras em andamento. E certamente custarão menos do que a arena corintiana, que antes previa 48 mil lugares e agora será ampliado para receber a Copa do Mundo.

E por que todo esse amaranhado aconteceu? Simplesmente: Ricardo Teixeira adora Andrez Sanches e detesta Juvenal Juvêncio, que colocará R$ 120 milhões na reforma do principal estádio particular do Brasil. Não há noticia sobre a utilização de algum critério técnico para a escolha de uma arena que ainda sequer teve o seu terreno trabalhado. Aos corintianos, um aviso: nada contra o Fielzão, mas negar a capacidade do Morumbi em sediar uma Copa do Mundo. Um lugar, aliás, que foi palco da principal conquista da história do Corinthians, a quebra do jejum de títulos em 1977.

A vaidade falou mais alto. Tomara que o bolso do contribuinte seja preservado.

 

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