O jornalismo esportivo ideal sonhado por Luiz Mendes fica cada vez mais longe…

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Apesar de campineiro de nascimento, tenho adoração pelo povo carioca e a presença do futebol carioca. Ao saber nesta quinta-feira da morte de Luiz Mendes, comentarista da Rádio Globo, fiz uma viagem no tempo, especificamente para o inicio da década de 1990. Em 1991, tinha acabado de entrar na faculdade de jornalismo e minha paixão por rádio estava no auge. Meu pai tinha comprado um rádio de cor cinza e de alta potencia. Um dia, no período da noite, fuçando daqui e dali, dei com o AM 1220. Era a rádio Globo do Rio de Janeiro. Na época, não existia a transmissão em rede e pela primeira vez tive contato com Gilson Ricardo na apresentação e com um certo Luiz Mendes nos comentários.

Era uma aula diária de jornalismo esportivo. Incrivel, mas mesmo na Vênus Platinada, o gaúcho de nascimento e carioca de adoção conseguia ser incisivo, delicado, fino e dono de um vocabulário impar ao apontar as mazelas do futebol carioca. Era botafoguense, mas tinha isença para analisar todas as equipes e nunca, jamais, deixava a paixão ultrapassar a razão. Foi o artificie da mesa redonda Facit, cujo o critério básico era de que as pessoas fossem inteligentes: João Saldanha, Armando Nogueira, José Maria Scassa…uma academia brasileira da crônica esportiva.

O que lamento, além da partida de Luiz Mendes é que seus conceitos aos poucos são esquecidos. O jornalismo esportivo brasileiro está em crise e parecer querer afundar-se cada vez mais. Pena, Luiz Mendes não está mais aqui para evitar a tragédia.

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