O Guarani tem passado e sobrevive no presente. E o futuro?

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Na terça-feira, o Guarani surpreendeu e ganhou do São Caetano por 2 a 1 e quase que garantiu sua permanência na Série B em 2012. Mas o que chamou minha atenção foram os posicionamentos  de cronistas paulistas sobre a equipe. Na transmissão do PFC, o locutor Odinei Ribeiro chamou a atenção para a questão dos salários atrasados. Na sequência, junto com o comentarista Wagner Villaron, relembrou diversos times bugrinos das décadas de 1970 e 1980 e craques como Careca, Evair, João Paulo e Amoroso. Com uma postura melancólica, encerrou o assunto da seguinte forma: “Vamos voltar a realidade. Aqui é estádio Anacletto Campanella, com São Caetano x Guarani”.

No período da noite, o Guarani foi tema de conversa entre os apresentadores Paulo Soares e Antero Greco no SportCenter, especialmente suas participações na Copa Libertadores de América em 1979 e 1988.

Percebam: o passado bugrino é reverenciado, o presente é elogiado por causa da postura dos atletas. Mas e o futuro? O Campeonato Paulista bate à porta e o presidente Leonel Martins de Oliveira não mostrou o que fará para montar um time competitivo e que não seja vitima de atraso de salários, o que acarretará em perda de pontos. Pior: em primeiro lugar é preciso convencer os jogadores a aceitar o desafio de vestir a camisa do Guarani. Ou alguém duvida que a fama de mau pagador alcançou o mundo da bola? Centralizador ao extremo, o atual presidente bugrino simplesmente fiou-se apenas na venda do Brinco de Ouro para garantir o futuro. Corre o risco de destruir seu próprio passado de dirigente.

Resumo: o Guarani tem um passado glorioso, um presente dotado de heroísmo e um futuro equivalente a um abismo. Triste.

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