O fracasso de Cristóvão Borges no Corinthians e a realidade: no Brasil, o sucesso é coletivo. O fracasso é individual.

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Time com cota de televisão de R$ 170 milhões, 30 milhões de torcedores e fora da zona de classificação da Copa Libertadores não combinam. O Corinthians sentiu tal responsalidade na pele. Perdeu para o Palmeiras por 2 a 0 e o técnico Cristóvão Borges foi demitido.

Se pensarmos em análise de médio e longo prazo, a decisão é incontestável. Cristóvão Borges nunca deu padrão de jogo, colheu resultados decepcionantes, não empolgou o torcedor corinthians e com a bola rolando parece demonstrar uma dificuldade em realizar a leitura de jogo. Não consegue fazer boas substituições. Jogadores capazes de desquilibrar por vezes ficavam jogos e jogos no banco de reservas. Vide Marlone, só guindado a condição de titular após sua participação no triunfo sobre o Vitória.

Seu olhar sereno e calmo contrasta com o dinamismo de Tite, o antecessor. Coloque na conta os seus trabalho sem sucesso no Flamengo e Atlético Parananense e o caldeirao da degola está formatado. Ele deu motivos.

Mas existe algo que incomoda. Não só na demissão de Cristóvão, mas em todas as mudanças em clubes brasileiros. É a terceirização da culpa. O individualismo utilizado como critério de proteção.

Pegue o pós jogo do clássico. Marlone concede entrevista a uma emissora de televisão e diz que não tem o que opinar sobre o quadro de Cristóvão Borges. Isso, segundo ele, é com a diretoria.

Roberto Andrade, em entrevista coletiva, coloca o ex-treinador na Cruz e esquece suas próprias falhas na condução desta temporada.

Falhas que, aliás, já aconteciam desde a gestão Tite. Ou o Corinthians comemorou algum título retumbante neste ano? Mais: a mesma torcida que hoje pediu (com razão!) a saída de Cristóvão Borges será o mesmo que esquecerá as falhas e equívocos de gestão após uma sequência de duas ou três vitórias. Que terá uma sequência negativa. Por que? Simples: o elenco não está á altura do orçamento do Corinthians. Mesmo assim, querem que o Corinthians dispute o título. Pergunta: Como? De que forma?

A verdade é dura e cristalina. No futebol brasileiro, o mérito e a felicidade são coletivas. A derrota e o fracasso é individual. De preferência, sempre sentado no banco de reservas.

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