Novos estádios: saída única para o futebol campineiro?

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Trabalho na imprensa campineira e digo sem medo de errar: abraçar o novo, o moderno é um dos principais desta cidade com cara e jeito de metrópole e espirito provinciano. No futebol, a tendência é seguida. Ponte Preta e Guarani encontram-se de um jeito ou de outro longe de seus melhores dias e parece que à primeira vista as formas de ganhar dinheiro ficam escassas. A grande tábua de salvação anunciado por todos é a construção de novas arenas. No alviverde, seria parte de uma negociação do Brinco de Ouro e que automaticamente encaminharia para a construção de novas instalações. E com um clube zerado de dívida. Na Macaca, o esteio é a venda do estádio Moisés Lucarelli e a posterior construção de um estádio no Centro de Treinamento do Jardim Eulina.

Pois bem. No Guarani, penso que há cinco anos a solução seria equivocada. Hoje, é a única maneira de salvar o time da falência. Mas que fique claro: caso vire realidade, não haverá mais alternativa para se salvar as finanças caso o clube caia novamente em mãos irresponsáveis.

Já na Ponte Preta acredito que exista uma saída plausível. O Estádio Moisés Lucarelli é o patrimônio da cidade e proprietário de uma história única. O torcedor pontepretano tem o privilégio de ir ao estádio até a pé, dependendo do local que pretenda pegar seu ônibus. Por isso, penso que jogar todo esse patrimônio fora seria um desperdício.

Então, qual seria a solução? O futebol nacional já deu o caminho. A Ponte Preta deveria seguir o exemplo do Atlético Paranaense. Ou seja, demolir totalmente ou boa parte da estrutura do Majestoso e construir uma nova arena no mesmo terreno. Ao mesmo tempo, tentar negociar com vizinhos próximos a aquisição de imóveis que possibilitem a construção de um edifício voltado apenas ao estacionamento de veículos. As pessoas podem argumentar que isso não contemplaria a questão do centro comercial, centro de Convenções e outras atrações previstas na Arena. Nada que um bom arquiteto não possa fazer. A saber: o estádio Joaquim Américo foi demolido em Curitiba e em seu lugar surgiu a Arena da Baixada, uma das praças esportivas mais modernas do mundo.

Erguer uma nova arena no lugar do Majestoso certamente deixaria mais contemplado os torcedores saudosistas. E daria um folego para um clube centenário e tradicional.

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