Nomear Emily Lima para a Seleção Feminina de Futebol vai muito além de impor uma derrota ao machismo no futebol…

0
33

Fico ressabiado para elogiar a CBF. Os golaços são raros. Acontecem. Exemplo disso é a escolha de Emily Lima para suceder Oswaldo Alvarez – que deixa como legado um bom trabalho – no comando da Seleção Brasileira Feminina de Futebol.

Ela não caiu de paraquedas. Além de ter atuado em clubes como Juventus e São José F.C, a nova comandante foi técnica das Seleções Sub-15 e Sub -17. Ou seja, ela tem capacidade, lastro e conhecimento para comandar um processo de renovação do time canarinho, que terminou em quarto lugar nas Olímpíadas. Marta não será eterna, Cristiane é uma bela jogadora, mas é preciso encontrar novas atletas capazes de segurar o galhardão.

Sufocar o machismo impregnado no futebol certamente será uma contribuição decisão da gestão de Emily Lima.

Até para que ela se firme como referência para as gerações seguintes de treinadoras, algo em falta no futebol nacional, em virtude do calendário exíguo e do preconceito ao redor da modalidade.

Exemplo disso foi dado pela própria Emily Lima. Quando foi questionada pela reportagem da ESPN Brasil sobre sua referência no banco de reservas. “Eu admiro demais o Felipão. Ele consegue fazer coisas dentro de um grupo que muito treinador não consegue”, disse.

Que as próximas treinadoras determinem Emily Lima e outras mulheres como referência da profissão no futuro.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here