Morre Fernandão. Surge o mito. Merecidamente!

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Ele era uma pessoa que você parava para ouvir. Respostas articuladas, pensamentos claros e um espirito de liderança que contagiava a torcida e produzia respeito na imprensa. Quando surgiu para o futebol, sua altura transmitia a falsa impressão de que era lento, estabanado, atrapalhado.

Nada disso. No gramado, juntava duas características a primeira vista impossíveis: técnica refinada para bater na bola, eficiente trabalho de pivô e uma garra incomum.

Foi campeão por diversas vezes. No entanto, nada se compara ao feito de levantar o troféu de campeão do mundo pelo Internacional (RS) justo contra o Barcelona, que na ocasião era o time da moda e com um Ronaldinho Gaúcho em estado de graça.

Andou pelo São Paulo, futebol árabe, mas nunca esqueceu o seu Internacional (RS). Quis contribuir como dirigente, técnico. Mas talvez a gratidão, o amor pelo clube o impediu de ousar mais, de fazer mais. Seu choro genuíno e sincero quando saiu do Estádio Beira-Rio foi um acontecimento. Sim, porque hoje os atletas são frios, distantes, sem emoção. Ele na ocasião provou que era um ser humano. Puro. Com virtudes e defeitos. Mas humano.

Quis o destino que ele demonstrasse tal humanidade da forma mais triste. Estava bordo de um helicóptero e a queda lhe ceifou a vida na madrugada deste sábado.

Não importa. O humano e especial Fernandão saiu da vida para transformar-se em um mito inigualável no Internacional. Merecidamente. Vai fazer falta.

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