Ministério da Cultura: a tarefa é manter o rumo

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Acompanho nos jornais e na  internet a escolha de Ana de Hollanda como nova ministra da Cultura. Bancada pelo PT do Rio de Janeiro, a irmã de Chico Buarque de Hollanda chega com a missão de continuar o belo trabalho iniciado pela dupla Gilberto Gil – Juca Ferreira nos últimos oito anos. Independente dos programas implantados, um mérito terá quer ser credito a turma oriunda do PV: o tema passou a ter relevância no país e vários segmentos passaram a ser contemplados com verbas.

Anteriormente, quem desejasse buscar um apoio cultural na Esplanada dos Ministérios precisa de uma chancela “global” e de grande repercussão. No governo Lula, o quadro mudou. Muitos programas de pequeno alcance foram financiados. Apesar da desconfiança de alguns, duvido que a nova ministra fará mudanças profundas no método de gestão. O que ela fará é imprimir o seu perfil ao cargo. Mas o conceito continuará o mesmo: um orçamento para contemplar muitas vozes. Já é uma grande evolução. Os números comprovam o acerto da gestão: o número de filmes brasileiros, por exemplo, mostrou crescimento espetacular e o número de salas de exibição já alcança o patamar de 2,5 mil, em boa parte destinada as classes A e B. A missão de Ana e do governo Dilma é estender essa opção de lazer ás regiões periféricas do país.

Observação: quanto à escolha de Alexandre Padilha como ministro da saúde, em outros governos poderíamos temer uma queda de qualidade, pois é notória aptidão política do próximo titular. Mas não podemos esquecer de algo fundamental: Padilha é infectologista formado pela Unicamp e com diversos cursos de especialização. Não é pouco.

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