México 2 x 1 Brasil: prata merecida para uma geração mediana. No gramado e no banco de reservas…

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Na última quinta-feira, ao ser interpelado por Alberto César na Rádio Central sobre a colocação brasileira no ranking da Fifa disse que a 13ª colocação era mais do que justa. E alertei: a Seleção Brasileira não deveria desprezar o México porque os confrontos sempre são de alta dificuldade. A derrota por 2 a 1 para o México mostrou essa realidade e outros conceitos que o torcedor brasileiro recusa-se a aceitar.

Em primeiro lugar: a atual safra que gerou o elenco brasileiro que disputou a Olimpíada e estará presente na Copa das Confederações e na Copa do Mundo é mediano. Não tem uma qualidade técnica apurada em todas as posições e depende de lampejos de jovens de grande talento, como Oscar, Leandro Damião e Neymar. Mas que ainda exibem oscilações na questão emocional.

Para piorar o quadro Mano Menezes comprovou também ser um técnico mediano, nota, no máximo 6,0. É só pegar o jogo contra o México. O gol de Peralta aos 32 segundos não foi fruto do acaso e sim porque o treinador mexicano sabia que o lateral-direito Rafael tem limitações e uma marcação sob pressão produziria efeito positivo. Dito e feito.

No segundo tempo, o Brasil pressionou e criou chances, muito mais fruto de lampejos individuais do que por um conjunto azeitado. O México defendeu-se bem e matou a partida ao utilizar a fraqueza brasileira nas bola áreas. Algo que já tinha exibido em amistosos. Posteriormente, o gol de Hulk foi um retrato da maioria dos jogadores da atual safra do futebol brasileiro: muita força, disposição, pouca técnica e superação.

Ninguém é louco de negar que Mano trouxe evolução ao time no período de treinamento. Mas ficou aquém daquilo que se espera de uma seleção que deseja ganhar uma medalha de ouro e faturar o título mundial em casa.

Cabe neste momento a crônica esportiva deixar o fanatismo de lado e analisar com frieza e isenção: o Brasil está longe do patamar da Espanha ou das principais potências do futebol mundial.

Mudar o técnico resolve o quadro? Tenho dúvidas. Afinal, os jogadores não vão evoluir de uma hora para outra e a capacidade dos treinadores brasileiros não traz grande animação. Oremos.

Em tempo: o México preparou o time por dois anos para tentar a medalha de ouro. O Brasil fez o trabalho nas coxas. Nem preciso dizer que foi merecida a vitória.

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