Meias e atacantes escassos no mercado. A culpa? Você sabe de quem…

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Mesmo quando foi considerado o melhor jogador do mundo e encontrava-se acima de Ronaldo Nazário, o atual meia do Milan nunca foi a solução para quem precisasse de um armador clássico, artigo raro no mercado da bola

 

O Jornal O Estado de São Paulo traz neste final de semana e na edição de segunda-feira duas matérias que são o retrato confuso e preocupante do futebol brasileiro. As ausências de meias armadores e as dificuldades para se contratar atacantes já são encaradas com desespero pelos clubes paulistas. Ronaldo decide acima do jogo e com 34 anos enquanto Montillo, Conca e D´Alessandro são os responsáveis pelos lampejos de criatividade no meio-campo de Cruzeiro, Fluminense e Internacional. Com o afastamento de Paulo Henrique Ganso e o sucesso de Alex no futebol turco a carência fica latente. Calma, antes que alguém denuncie, um esclarecimento: Ronaldinho Gaúcho não se enquadra no clube. Está pendendo ao grupo dos meias atacantes, como Kaká, que aliás encontra-se fora de combate.

Os clubes, porém, não tem direito a encaminhar qualquer reclamação. Eles são culpados diretos pelo quadro. As categorias de base viraram filiais de academias de musculação. Zagueiros fortes e vigorosos, volantes boa estatura e equipes atuando no 3-5-2 ou com atacantes calcados no jogo aéreo é o principal mote de quem atua com garotos. Que ninguém se iluda com Neymar e Paulo Henrique Ganso. São exceções que confirmam a regra. E o fenômeno acontece graças a Chico Formiga e Zito, dois ex-jogadores santistas sedentos em defender um conceito simples e básico: só joga no Santos quem possue talento, independente de peso, altura e força física.

Enquanto os campeonatos das categorias servirem apenas como vitrine para empresários gananciosos e palco de brucutus com espinhas no rosto, o quadro só tende a piorar. Só não vê quem não quer.

 

1 COMMENT

  1. Elias faltou citar apenas mais dois detalhes.

    Nossos jogadores estão sendo preparados para atuar no futebol europeu, sempre visando o lucro, estão esquecendo o jeito brasileiro de jogar futebol.

    E segundo faltam craques para servirem de modelos para nossa base, visto que muito nem citam Zico, Rivelino, Tostão e outros mestres do futebol brasileiro. Pensam em ser como Lampard, Cristiano Ronaldo.

    Att,
    Thiago.

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