Massacre em Realengo: respostas começam a surgir…

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Não existe pessoa com um mínimo de sensibilidade que não esteja fazendo a seguinte pergunta: o que levou Wellington a disparar 60 tiros e matar 12 crianças indefesas em Realengo? Quando os grandes jornais decidem exercer o seu oficio dão uma grande contribuição. Reportagens da Folha de São Paulo e do Estadão deste sábado encaminham boas resposas para explicar (jamais justificar…) esse ato demente.

Na Folha, a repórter encontrou amigos antigos dele no colégio. Em um churrasco, traziam a tona recordações e faziam uma severa autocritica. Na sétima série, foi vitima de bullyng, separado dos outros colegas. Algumas aproveitavam-se de sua timidez para tentar se aproximar dos outros colegas de classe. Agora, o detalhe mais macabro: as crianças mortas tinham semelhanças físicas com as crianças que conviveram com ele na escola e que de certa forma eram responsáveis pelos xingamentos. De certa forma era uma vingança. Uma prova de que esse fenômeno precisa receber prioridade zero nas escolas. Logico, há parcas possibilidades de um novo Wellington. Mas ser humilhado e reduzido a pó a sua autoestima nos tempos escolares gera traumas que às vezes parecem insolúveis na vida adulta.

Mas o bulllyng explica parte do drama. Eis que o Estadão encontrou em Brasilia uma pessoa que se apresentou como irmão adotivo de Wellington. A justicativa para o ato é curto e direto: o garoto tinha esquizofrenia, a mãe biológica tinha a mesma doença e a partir dos 13 anos parou de tomar os remédios. Viveu em um mundo à parte. E seus delírios destruíram a vida de 12 famílias. Resumo da ópera: o Brasil precisa tratar a sério sua politica de saúde mental. Um garoto ficou 10 anos sem tomar qualquer medicamento e a sociedade pagou um preço altíssimo pela sua negligência. É preciso um acompanhamento forte e constante e assim evitar o aparecimento de novos monstros sociais. Que esse pesadelo que estamos vivendo sirva de lição.

 

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