Marina, Aécio e Dudu Campos falam e trilham rumos diferentes

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Este blogueiro estava intrigado com o silencio dos oposicionistas da presidenta Dilma Roussef. Ninguém dizia uma palavra a respeito das manifestações que explodiram. As edições dos principais jornais do país neste domingo trazem repercussões de todos os lados e exibem caminhos distintos percorridos por estes políticos.

Marina Silva tentou capitalizar como se fosse a “profetisa” dos acontecimentos e que o seu partido Rede Sustentabilidade é o único capaz de compreender os novos tempos. De quebra, em declaração á Folha de São Paulo, a candidata resolveu filosofar sobre o futuro dos movimentos da rua. Mas quem deparar-se com a entrevista vai deparar-se com algo inusitado: em nenhum momento ela mostra disposição em apresentar alguma ideia sobre como atender as demandas. Mais: vangloriar-se publicamente de que tem carisma é um sintoma perigoso de que seu discurso político não passa da questão do meio ambiente incrementado com uma dose de narcisismo.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos seguiu o caminho da conciliação. Matéria do Jornal “O Globo” revela sua atitude de ligar para a presidenta após o pronunciamento e revelar suas impressões. Convenhamos: não é postura de candidato oposicionista e sim de alguém que aguarda o caos ser instalado para ser “lembrado” como candidato a vice presidente.

Se adotarmos a coerência como moeda de troca nesta análise, podemos cravar que o único representante de um discurso oposicionista foi o senador mineiro Aécio Neves. Apesar de elogiar a reação de Dilma frente aos acontecimentos, fez críticas contundentes ao conteúdo e cobrou providências.

Você pode até discordar das ideias de Aécio Neves (como este blogueiro demonstra há muito tempo), mas não pode deixar de constatar a disposição de sua busca em caminhar por outro aspecto. Mas um aviso: que ele não caia na esparrela de Fernando Henrique Cardoso, que insinua defender o dialogo do PSDB apenas com a classe média, seja ela de escalão intermediário ou alto. Sem ouvir o povão e os desfavorecidos, o quadro fica muito difícil de se reverter. Apesar das pisadas de bola de Dilma e seus companheiros.

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