Marco Polo Del Nero na CBF. O que é ruim poderá ficar pior

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Marco Polo Del Nero é o novo presidente da CBF. Só vai assumir em abril de 2015 e assistirá de camarote a pressão desferida sobre José Maria Marin para a Copa do Mundo.

Apesar do longo tempo que separa da sua posse, não é delírio especular sobre o próximo estilo de administração na CBF. Por enquanto, dá para deduzir que haverá uma diminuição do espaço para as equipes médias e pequenas. Não é delírio. Pegue como estavam os clubes do interior quando Marco Polo Del Nero assumiu a Federação Paulista e veja como se encontram hoje. Uma lástima.

A fórmula dos pontos corridos deve ser mantida, mas Marco Polo Del Nero não deverá mover uma palha para modificar o injusto sistema de distribuição das cotas de televisão. Hoje, potências como Flamengo e Corinthians faturam acima de R$ 100 milhões para terem seus jogos transmitidos enquanto que o Chapecoense levará R$ 18 milhões. Um absurdo. Defendo o sistema inglês, cuja metade do dinheiro disponível é repartido igualitariamente enquanto 25% é distribuído conforme critérios de audiência e os outros 25% com base na colocação do campeonato anterior. Esqueça, Marco Polo Del Nero não vai mexer nisso.

Como também não deverá modificar o estado de coisas nas Séries  B, C e D do Campeonato Brasileiro. São competições equilibradas e com integrantes tradicionais, mas sem qualquer respaldo da CBF especialmente para incentivar a transmissão pela televisão, o pagamento de cotas de televisão decentes e o financiamento de todas as viagens e hospedagem. Na segundona, as viagens e estadias são custeadas, mas nas outras divisões tal realidade está longe de acontecer.

Não ficarei espantado se Marco Polo Del Nero abrir espaço para a formação de uma liga de clubes e tentar cuidar apenas das categorias de base da CBF e da Seleção Brasileira. Apesar de não sabermos qual sua capacidade para cumprir a tarefa. Resumindo: aquilo que está ruim pode ficar pior.

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