Mano Menezes, Cruzeiro e o conto de fadas chamado futebol brasileiro

0
13

O Brasil está tecnicamente em período recessivo, o desemprego não para de crescer, os resultados do comércio são desanimadores e até a mídia brasileira é afetada com queda no faturamento publicitário e com o enxugamento de suas redações. O único setor que parece viver um conto de fadas eterno é o futebol, que não perde o costume de patrocinar loucuras.

A última da praça é Mano Menezes ser contratado pelo Cruzeiro por R$ 500 mil mensais até dezembro de 2017. Junte neste balaio o absurdo de Marcelo Oliveira ganhar R$ 450 mil mensais no Palmeiras, Tite embolsar R$ 400 mil no Corinthians e jogadores como Ronaldinho Gaúcho sorrirem a toa com o contra-cheque de R$ 600 mil mensais. E Fred, detentor no Fluminense de um ganho de R$ 700 mil? É rir para não chorar.

Tudo isso ocorre em um país cujo salário minimo é R$ 788, a média de público do seu principal campeonato não chega a 17 mil por jogo e os clubes estão endividados em um estágio que precisaram pedir arrego a Presidenta da República. Nunca é demais lembrar que as dividas dos principais clubes já estão no patamar de R$ 5 bilhões e o Flamengo comemora neste ano o fato de sua divida ter sido reduzida para R$ 698 milhões. Entretanto, o Botafogo joga a Série B com um time modesto e com um papagaio de R$ 848 milhões.

No mundo ideal, os clubes estabeleceriam teto salarial e técnico ou jogador com rendimento de R$ 200 mil ou até R$ 100 mil já seria considerado um descalabro. Os jogadores talentosos sairiam com maior frequencia, mas as categorias de base seriam suficiente para repor as perdas e continuar a alegrar as arquibancadas. Pois é. Tudo não vai passar de desejo. Por que os clubes preferem contratar estrelas para viver alguns dias de alegrias e infinitos anos de pesadelo. 

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here