Lula poderá voltar em 2018. É bom negócio?

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A noticia publicada na primeira página do Jornal “Valor Econômico” desta segunda-feira diz que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja voltar ao poder em 2018. Estaria com 73 anos e caso vencesse o pleito, teria a chance de viabilizar uma dinastia de 24 anos de poder do PT no Palácio do Planalto. Lógico, todo o plano passa pela reeleição de Dilma para mais quatro anos no Palácio do Planalto. O que convenhamos, está longe de ser considerado como favas contadas, principalmente por verificarmos o acordo de cavalheiros feitos por Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina Silva, todos do campo oposicionista.

Mas fica a pergunta: o retorno de Lula é bom para o Brasil? Nas jornadas e manifestações de junho, este blogueiro defendeu até a candidatura do presidente diante da fraqueza política de Dilma e as dificuldades enfrentadas para dialogar com os movimentos sociais.

Apesar da melhoria nos índices de popularidade, o panorama não mudou. E com um agravante: Fernando Haddad, eleito para governar com um olho na classe média, sempre resistente ao PT, enfrenta  reprovação ao seu modo de governar. Ou seja, hoje Haddad conta mais pontos negativos que positivos. Em resumo, a presença de Lula continua imprescindível. Alguns poderiam dizer que se for no Palácio da Alvorada, melhor, não é mesmo!?

Nem tanto. Mudei um pouco meu posicionamento. Apesar dos riscos e problemas, Lula deveria continuar no seu papel de orientador dentro do PT, alguém capaz de antever os fatos políticos e fazer o diagnóstico correto. Uma pessoa talhada para formar novos quadros políticos. Alguém que tenha peito de defender as políticas sociais e instrumentos contra a desigualdade e que fizeram tanto sucesso no Brasil nos últimos 12 anos. Existe o risco de perder a eleição? Sim. Tal fato, no entanto, não significará a morte do PT, forjado nas lutas populares e com grande experiência na oposição.

Alguns poderão argumentar que o nome da renovação era Eduardo Campos e que estava sendo preparado para assumir em 2018. Sua candidatura em 2014 é um gesto de traição. Na opinião deste blogueiro, o ideal seria esquecer e formar novos quadros.

Não tenho resistência a uma nova candidatura de Lula ao Planalto. Poderia até colher novos frutos. Mas para a saúde da própria democracia, um novo nome seria melhor. Caso nada apareça até 2018, a velha história vai ganhar força: já que não tem tu, vai…você sabe.

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