Lula e Dilma: vocês asseguram os empregos de muitos no jornalismo brasileiro!

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Não há como fugir da constatação de que os governos Lula e Dilma são criticados (muitas vezes com razão) por todos os lados na imprensa convencional. Colunistas e articulistas gastam a garganta, caneta e tempo de bateria de notebook para desancar as hostes petistas. Diria que não é uma profissão, é um sacerdócio. Ao contrário do que eles pregam a saída do petismo do planalto não trará nada de bom para eles. Pelo contrário. Será desemprego à vista.

Faça um pequeno histórico da imprensa brasileira nos últimos 50,60  anos e verá que alguns profissionais estão imunes aos humores políticos. Tem espaço independente do governo que esteja em evidência. Jânio de Freitas é uma grife da Folha de São Paulo e notabilizou-se por denunciar irregularidades da Ferrovia Norte Sul. Isso em 1987…Sem contar a reforma gráfica promovida por ele no Jornal do Brasil no final da década de 1950. Cá entre nós: um personagem deste tamanho depende de um único tema para sobreviver?

Elio Gaspari tem uma coluna e uma página dominical. Tece criticas ácidas ao governo da “doutora” como também foi um crítico contumaz de FHC. Exibe  no currículo uma passagem pela Revista Veja, quando a publicação era referência de informação na classe média.

Outros nomes como Zuenir Ventura, Luis Fernando Veríssimo, Ruy Castro são capazes de falar com propriedade de política, mas também de música, literatura, economia, comportamento…Não ficam pendurados em uma pauta só.

Não preciso citar nomes. Nem é de bom tom. Só que diversos jornalistas só ganharam relevância e projeção desde 2003 quando criticaram dia e noite e noite e dia o governo petista. Não importa que as críticas são carregadas de xingamentos ou insultos. O que importa é satisfazer um público (e ele existe) ávido por não querer a manutenção do Partido dos Trabalhadores no poder. Nem que para isso seja necessário distorcer informações e fomentar um clima de ódio na sociedade.

Pare e pense por um instante. Do que vão viver esses profissionais caso o petismo seja enxotado do poder central? Não há qualquer traço de ironia. Teremos zumbis, sem palavra, conteúdo e sentido. Suas palavras não terão peso. Afinal, o seu “amigo” estará no poder. Que credibilidade terão ao proferir uma critica? Não que tenha agora, mas neste cenário futuro o quadro é ainda pior. Objetivo de perseguição não existirá mais, não detém o poder. Como criticar o que eles diziam ser a redenção de todos os males? Pois é…

Transformar Lula, Dilma e o PT em pauta única deixaram alguns jornalistas e apresentadores milionários e de bem com a vida. A passagem do cetro para qualquer outro partido significará a aposentadoria precoce para muitos. A sociedade agradecerá por livrar-se por tamanho emissor de fel. Já o jornalismo e seus integrantes começarão a refletir o quanto padecemos de qualidade nestes tempos sombrios.

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