Lugar de religião é no templo!

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Ao fazer a leitura dos jornais, deparei-me com o tema da religião na sala de aula, tema de reportagem na Folha de São Paulo. A reportagem encaminhou e esclareceu vários pontos, como a determinação da Constituição de que as escolas ofereçam a disciplina, mas que é opcional. Existe até a aparição de um personagem, cuja decisão foi a de pedir a retirada de seus filhos gêmeos porque discorda do enfoque das aulas. Detalhe: eles são ateus. Bem ou mal, as estatísticas do Ministério da Educação afirmam que 98 mil colégios no Brasil oferecem a disciplina.

Eu particularmente muito à vontade para falar em virtude de dois aspectos: sou protestante e frequentei aulas de Antropologia Teólogica na Faculdade de Jornalismo.

Minha visão particular é a seguinte: seguir uma doutrina, mesmo que for o Cristianismo é uma decisão de foro intimo.

Não há como forçar uma pessoa a vivenciar uma experiência que ela não deseja. Talvez o modelo ideal seria adotar nas escolas públicas uma disciplina para explicar a história das religiões. Sem querer entrar em conceitos mais profundos.

Se os pais tem o desejo que os filhos sigam a mesma religião, os instrumentos estão à disposição. Em primeiro lugar, o próprio procedimento no lar, com ensinamentos, conversas e idas ao templo de sua preferência. Em seguida, procurar os locais de ensino e aprendizagem oferecidos pelas próprias religiões. No protestantismo, a Escola Dominical já firmou-se como espaço de troca de informações e aprofundamento daquilo que a Biblia ensina. Caso o tempo não seja suficiente, os pais assumem a tarefa de fazer o complemento.

Para completar, um lembrete: o Estado brasileiro é laico, ou seja, não tem religião oficial. É contrassenso que as escolas pública ministrem aulas para ensinar determinada conduta espiritual. Uma correção na Constituição seria muito bem vinda.

 

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