Leandrinho: um caso com desfecho fabricado pela Ponte Preta. Infelizmente.

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A Ponte Preta tem razão em buscar seus direitos caso o meia atacante Leandrinho consiga uma colocação no futebol europeu. Tem contrato e deveria ser cumprido. Jamais procurar espaço no Real Madrid, Juventus ou Manchester City. Não se apresentou ao clube campineiro e sequer encaminhou uma justificativa. No entanto, é preciso fazer uma análise do que é o futebol na atualidade para entender que a Macaca procurou o infeliz desfecho.

Ex-jogador de futebol e com rara capacidade de análise, Alex contou recentemente em entrevista que antigamente ao receber uma bronca de Felipão ele baixava a cabeça e procurava melhorar da próxima vez. Hoje, na sua visão, o jogador talentoso na situação idêntica aciona o empresário e pede tomada de posição.

Quando Leandrinho veio para a Ponte Preta ficou clara a sua intenção de utilizar o clube como uma rampa de lançamento da carreira. Antes mesmo de entrar em campo, o próprio staff da Macaca me disse por diversas oportunidades que seu rendimento nos treinamentos era de impressionar. Ou seja, a própria cúpula pontepretana fomentou entre os jornalistas e torcedores que estávamos diante de talento raro. Este blogueiro e jornalista também alguns treinamentos em que Leandrinho esmerilhou e destroçou com a defesa titular. O potencial é gigante.

Chega o Campeonato Brasileiro e o atleta é pouco utilizado. Nada mais é comentado e os técnicos de ocasião – Guto Ferreira, Doriva e Felipe Moreira – inventam desculpas mil para “esquecer’ o jogador. Deixo claro: as decisões eram baseadas na juventude do atleta, de que ele não teria força e estrutura física para suportar o tranco da primeira decisão. Mas um instante: ele teve uma sequência de jogos para comprovar seu talento? Não.

Enquanto isso, atacantes como Keno e Cesinha, em condição técnica bem inferior insistiam em arrebentar com a paciência do torcedor da Macaca. E Leandrinho? Em determinada hora no banco de reservas, em outras no departamento médico ou na Seleção Brasileira. E o tempo transcorria de forma vertiginosa, pois o empréstimo tinha hora para acabar. Então, o jogador deveria ter cadeira cativa? Nada disso? Diálogo, exposição de etapas de sua utilização e uma planificação daquilo que seria feito em curto, médio e longo prazo seriam preceitos desejáveis. Não há notícia de tal medida. 

Vamos nos colocar no lugar do jogador. Ele saiu do Ituano e esperava que a Ponte Preta fosse sua vitrine. Não foi. De quebra, precisou conviver e assistir jogadores em condição inferior ganharem toneladas de oportunidades enquanto ele não decepcionava na Seleção Brasileira. Pergunta: neste mundo futebolístico e capitalista de hoje, quem poderia motivar Leandrinho a sentar e esperar o final do empréstimo enquanto outros jovens da sua idade já conseguem maior projeção?

Repito: a Macaca tem toda razão em reivindicar seus direitos. Mas produziu e fomentou a situação. Que aprenda e evite um segundo desgosto no futuro.

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