Juvenal Juvêncio superou Eurico Miranda. É o dirigente mais odiado do Brasil

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Nas décadas de 1980 e 1990 não existia equipe mais repudiada no futebol brasileiro do que o Vasco da Gama. Torcidas não suportavam vislumbrar o aparecimento da Cruz de Malta no gramado. Mas o ódio gratuito não era por causa dos gols de Romário, Bebeto ou mesmo de Roberto Dinamite. A ódio estava traduzido na figura de Eurico Miranda.

Controverso, polêmico e com atitudes às vezes lamentáveis, o ex-presidente vascaíno esteve a frente de episódios emblemáticos do futebol brasileiro, como a contratação de Sebastião Lazaroni para a Seleção Brasileira e a pressão para continuar a final da Copa João Havelange de 2000, contra o São Caetano, mesmo com o alambrado do Estádio de São Januário destruído.

Pois Eurico Miranda agora tem um substituto à altura: Juvenal Juvêncio. O atual presidente são paulino, assim como o ex-dirigente vascaíno, reitera que toma as atitudes apenas para proteger os interesses do clube. O que colhe, no entanto, é ódio e ressentimento.

Na Copa Libertadores deste ano, JJ chegou a chamar o Estádio Independência, local de jogos do Atlético Mineiro de arapuca e nos bastidores vira e mexe cutuca o Corinthians e as obras que vão viabilizar o Estádio no bairro de Itaquera, local da abertura da Copa do Mundo. Lógico, nunca relembra os métodos empregados para transformar o Estádio do Morumbi em realidade.

Na semifinal da Copa Sul-Americana contra a Ponte Preta, mais confusão. Ninguém pode contestar o teor do regulamento, exigente em pedir estádio com capacidade mínima para 20 mil pessoas, mas JJ aproveitou a ocasião para destilar sua soberba e arrogância, ciceroneado pelo vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes. O que ganhou em troca? Raiva do torcedor pontepretano, que encarou a vitória no Morumbi como troco bem dado no dirigente falastrão.

Juvenal Juvêncio prometeu retirar-se do futebol após o término do seu mandato. Mas suas atitudes intempestivas, frases folclóricas e decisões voluntariosas transformaram o São Paulo de um clube admirado e temido para uma agremiação odiada por tudo e todos. A reconstrução da imagem será longa. Não duvide.

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