Juan Carlos Osório: ruim com ele. Pior sem ele?

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Juan Carlos Osório colecionou vexames no Estádio do Morumbi nos últimos dias. Sob o seu comando, o São Paulo perdeu do Goiás por 3 a 0 e na quinta-feira foi superado pelos reservas do Ceará por 2 a 1 pela Copa do Brasil. Em qualquer história corriqueira do futebol brasileiro, a tendência seria demitir o treinador e a vida seguia normalmente.

O colombiano vive um quadro diferente. A oposição na torcida não é sistemática e jogadores saem em sua defesa e ao que parece não é uma atitude burocrática. “Acho que se o Osorio sair o São Paulo vai perder muitas coisas. O Brasil perde um treinador importante, diferente. Acho que o São Paulo não pode fazer a besteira de perder o Osorio nesse momento”, declarou o monossilábico Alexandre Pato.

Cronistas esportivos saem em sua defesa e o suposto interesse da seleção mexicana mexeu com as estruturas do Estádio do Morumbi. Fica a pergunta: como um treinador como uma campanha tão irregular gera comoção? A resposta é simples: a mesmice dos concorrentes.

Por anos e anos, os técnicos brasileiros de ponta vivem acomodados, agarrados a ideias antigas e sem a reciclagem de conceitos. Tudo mudou com dois fatos: primeiro a invasão de técnicos nativos com formação acadêmica, entre os quais destacam-se Dado Cavalcanti, Guto Ferreira e Roger Machado, atualmente no Grêmio. A salada é completada com os profissionais estrangeiros, que mesmo com alta incidência de erros traz uma nova concepção de futebol e fazem com que os jogadores tentam novas formas e alternativas. Mesmo que alguns não compreendam a tentativa é válida.

Talvez o recado de Pato seja mais simples do que imaginamos: ruim com Osório. Muito pior sem ele. 

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