José Maria Marin comprova: a ditadura militar não saiu do nosso pé…

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José Maria Marin é um fenômeno interessante. É um politico sem voto. Ao enfrentar as urnas por diferentes partidos, sempre teve a derrota como aliada. Encontrou seu aconchego com a ditadura. Foi governador biônico de São Paulo. Sem receber qualquer aprovação da população que consagrou nas cédulas o seu sucessor, o então senador Franco Montoro.

Pois esta experiência explica boa parte da motivação que levou ele e Marco Polo Del Nero a resgatarem Dunga.

Na maioria dos portais, as enquetes de opinião exibem uma rejeição preocupante sobre o nome de Dunga. Terá que exibir um futebol avassalador desde os primeiros jogos para quebrar resistências. Caso contrário, a crise é certa.

Marin está preocupado? Nem um pouco. Nunca precisou do respaldo popular para construir sua carreira política. Por que teria que ser diferente a essa altura dos seus 82 anos?

Mais: sua convivência com a ditadura militar lhe imputou um conceito equivocado, a de que o autoritarismo é o caminho único para a eficiência.

Nos próximos meses, Maris e os defensores de Dunga vão falar que ele tem personalidade forte, é autoritário, vai colocar a casa em ordem e os jogadores estarão focados no trabalho. É o nome certo.

Típica análise herdada do regime militar. Infelizmente, Marin e parte da sociedade não aceitam uma pessoa mostrar autoridade e liderança sem ser rude, grosseiro, viril, mal educado. Jogadores de futebol precisam ser tratados de rédea curta. Sem espaço para reflexão ou troca de ideias. Mais ou menos como no regime militar em que apenas uma ideia tinha validade. Pior: em 2010, Dunga utilizou a religião e o Cristianismo propagado por alguns atletas como forma de controle. Com Dunga é assim: ou você aceita de cabeça baixa seus pensamentos ou vira inimigo. Moral da história: a ditadura militar acabou em 1985, mas ainda atormenta o nosso cotidiano.

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