José Genoíno e a hipertensão arterial, a “doença menor”

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Os últimos episódios da política brasileiro tem o efeito didático de exibir como os formadores de opinião pública lidam com determinadas situações. Veja o caso de José Genoino. Condenado na Ação Penal 470, foi encaminhado ao presídio da Papuda apesar de suas precárias condições de saúde. Recentemente, passou por uma delicada cirurgia cardíaca e ainda requer cuidados.

No entanto, nesta semana precisou ser encaminhado ao hospital. Seu advogado relatou que existia suspeita de infarto. Horas depois, o hospital disse que havia sido uma crise de hipertensão, fato que levou alguns profissionais de imprensa e até políticos afirmarem que era, digamos, um mal menor.

Uma tremenda estupidez. Quem acompanha minimamente o noticiário de políticas públicas de saúde sabe que a hipertensão é uma doença silenciosa e responsável por outras doenças mais graves como infartos, AVC, s, Arterioesclerose, pressão excessiva nos olhos, isquemias no coração, entre outros.

Só para constar: uma pessoa com hipertensão arterial tem de quatro a seis vezes mais chance de sofrer um derrame. Pergunto: como pode-se encarar a hipertensão como um doença de, digamos, menor porte? Dou meu testemunho pessoal: já tive crises hipertensas e com risco a minha saúde. Hoje, tomo medicamentos e tomo cuidados. Mas garanto: a experiência não é nada agradável.

Na ânsia de colocar Genoino em um quadro constrangedor e fazer Justiça de modo atabalhoado, políticos e uma parte da imprensa brasileira prestam um desserviço ao não tratarem a hipertensão como deve ser tratada: uma doença que traz prejuízos tremendos a vida nacional.

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