Jogadores pedem fim dos jogos às 11h. E a CBF? Nem liga…

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Jogador de futebol não é ouvido pelo Brasil. Para os dirigentes, se constituem em mercadoria. Na visão dos torcedores não passam de mercenários. O Bom Senso Futebol Clube surgiu não só para aglutinar reivindicações mínimas mas para focar em problemas crônicos do exercício do jogador de futebol. Exemplo? O desgaste físico gerado pelos jogos realizados às 11 horas, disputados neste final de semana sob um calor de continente africano.

No último domingo (20), por exemplo, o confronto entre Goiás e Joinville jogaram às 11h em Goiânia sob temperatura de mais de 40 graus. Já na Arena Itaquera, Corinthians e Santos disputaram um clássico com o termômetro marcando quase 35 graus.

Resultado: a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) fez uma solicitação a CBF para mudança de horário, mas foi negado. Para justificar sua decisão, a CBF disse que conta conta com um grupo de especialistas no assunto que definiu uma série de recomendações a serem seguidas em tais jogos.

Pelas regras estabelecidas, estão a parada médica com duração de 3 minutos, orientação para vestimentas mais apropriadas, troca de uniformes no intervalo, ingestão de líquidos ou frutas e autorização para mais dois profissionais de saúde em campo.

Tipico justificativa de burocrata. Se jogadores já vem falando rodada após rodada sobre o desgaste excessivo e alguns até já tiveram indisposição, o que leva os dirigentes a encararem a questão apenas sob a prisma da cartilha definida em salas com ar condicionado. Assim fica fácil dizer não.

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