Jogadores italianos querem greve. E no Brasil?

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Lutar por melhorias salariais e por condições de trabalho faz parte da rotina do jogador italiano. No Brasil, só os trabalhadores comuns pensam assim. Uma pena...

Os jogadores da Itália prometem deflagrar uma greve no próximo final de semana. Ao contrário do Brasil, em que os atletas não possuem qualquer consciência critica, os atletas que atuam no cálcio tem sua pauta de reivindicações e um ponto me chamou a atenção: a exigência de que clubes deixam de exigir aos jogadores os treinamentos em separado enquanto não encontram outro clube. Ótima medida.

Apesar da lei do passe fazer parte do passado (ainda bem!) a verdade é que em algumas ocasiões os cartolas atuam como verdadeiros senhores feudais ou de engenho, pois tratam o atleta como mercadoria e não possuem qualquer atenção em relação à dignidade de pessoas com obrigações profissionais e com família. Se apenas essa medida fosse implantada no Brasil já se constituiria um avanço tremendo.

Aliás, o jogador brasileiro não sabe a força que tem. Se todos possuíssem consciência de classe, será que os dirigentes seriam tão relaxados no pagamento de salários e promoveriam atrasos de dois ou três meses? Será que os empresários receberiam tamanha autonomia na vida do atleta? Será que ocorreria essa farra na folha de pagamento dos clubes em que alguns ganham salários milionários (merecidos por sinal) enquanto outros que estão no campo e colaboram para o resultado recebem 10, 15 vezes menos? Não seria a hora de um piso nacional válido nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Pois é, seriam boas idéias. Pena que a meta dos jogadores não é melhorar as condições do futebol doméstico e sim obter uma transferência ao futebol europeu. E quem sabe participar de uma greve…

 

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