Ibope comprova: o Brasileiro não confia no Brasileiro. Como construir um país nesta situação?

0
8

Entrei ontem à noite na página do Ibope para verificar os dados da pesquisa que confirmou Dilma Roussef com 43% das intenções de voto para a eleição presidencial. Pois é, mas uma noticia no portal da empresa chamou minha atenção, pois traduz de modo cabal como os conceitos morais do país estão distorcidos e sem rumo.

Um levantamento divulgado na última segunda-feira atesta que 73% dos brasileiros têm muita confiança na família. Mas em relação a amigos, vizinhos e colegas de trabalho, boa parte das pessoas entrevistadas (62%)  cravam que  dizem ter pouca ou nenhuma confiança nas pessoas destes grupos sociais. O motivo? Para 82% dos entrevistados, as pessoas só querem tirar vantagem umas das outras. A íntegra da pesquisa está aqui.

Após ler a pesquisa, penso de imediato: que tipo de país  estamos construindo? Que tipo de solidariedade humana queremos exercer no dia a dia? Será que consideramos o “Salve-se quem Puder” a única estratégia válida para triunfar?

Vou mais longe: os encontros, conversas e relacionamentos  em bares, festas sociais, igrejas, comunidades de bairro é tudo uma grande falsidade? Como podemos bater no peito e dizer que somos um povo hospitaleiro se não queremos estender a mão para quem convive diariamente conosco? A pesquisa é, antes de tudo, uma confissão de hipocrisia.

Tal pesquisa explica em parte porque uma parte das pessoas defende que se deve votar em pessoas e nunca em ideias ou partidos. É o triunfo da individualidade, da falta de sensibilidade em relação ao sofrimento humano. Deve-se votar no político que apenas e tão somente trará vantagens para si, nunca para uma comunidade.

Por outro lado, uma parte dos Evangélicos Cristãos cresceram no Brasil com base na filosofia da prosperidade individual, da busca da satisfação e do prazer a qualquer preço. E o semelhante? Esse tem que se virar. Se quebrar a cara, é bem feito porque não dá para confiar.

Mais do que dinheiro, crescimento econômico ou lutar por menor desigualdade social, qualquer brasileiro precisa engajar-se para exterminar esse vírus da desconfiança e construir um sentimento de nação, independente de classe, raça e religião. Por enquanto, poucos desejam viabilizar tal processo. Uma pena.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here