Guarani, Série A-2 e a dificuldade de alguns torcedores em aceitar a realidade…

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Não é fácil ser jornalista esportivo. Querer antecipar tendências e acontecimentos é viver no fio da navalha. Ou querer jogar contra o discurso politicamente correto de valorizar o resultado, sem provocar reflexão. Pois bem, a lição ficou escancarada após a derrota do Guarani para a Matonense por 2 a 0, no estádio Brinco de Ouro.

Assisti aos quatro jogos do Guarani na Série A-2. A equipe tinha virtudes, exibia evolução, mas contra o Mirassol expôs suas fragilidades. A marcação sobre Nunes, Watson e Fumagalli deixou o time fragilizado e sem ação. Tomou o gol inaugural e só empatou por causa de um lance acidental e que gerou a expulsão do zagueiro Jorge Luiz, fato decisivo para a vitória por 3 a 1.

Não me iludi e alertei ao microfone da Rádio Central que os 45 minutos iniciais tinham sido péssimos e deveriam servir de alerta. Consequência: uma saraivada de criticas de torcedores nas redes sociais e dos ouvintes por me acusarem de querer desvalorizar a vitória. Balela. Apenas exerci minha função.

Veio o jogo contra a Matonense e o técnico Ito Roque aplicou o mesmo receituário, inclusive com forte marcação sobre Fumagalli e com Fernandinho sem a força exibida anteriormente por Watson. Resultado: um time afobado, previsivel e sem imaginação no gramado. Veio o segundo tempo, a produção continuou deficitária e os dois gols anotados pela Matonense pareciam resultado de um processo natural dada a falta de originalidade do time bugrino.

Que lição fica? Não é questão de mudar jogador A,B ou C. É preciso antes de tudo viabilizar novas alternativas de jogo. Exemplo: por que não aproveitar melhor a capacidade ofensiva do volante Thiago Carpini? Por que não treinar chutes de média e longa distância com Éder Silva, que mostrou tais predicados no duelo contra o Paulista? O que impede de montar uma jogada de 1-2 de Adalgiso Pitbull com os laterais? Tais jogadas aconteceram? Sim, mas não no volume desejado.

Marcelo Veiga é estudioso, competente e certamente já busca saídas. O que não dá é postergar o processo. Até por que os defeitos já estão expostos demais aos adversários.

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