Guarani reage. Mas todo cuidado é pouco…

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O Guarani ganhou por 4 a 0 e ganhou sobrevida na Série B do Campeonato Brasileiro. Chegou aos 21 pontos e pode sonhar com uma vitória contra o São Caetano.

Pena, mas o triunfo momentâneo serve para mascarar problemas fixos. Sim, porque a boa exibição de Oziel, o faro de gol de Schwenck e a liderança de Fernando na zaga não podem servir de argumento para esconder que até agora o planejamento na Série B foi mal executado.

Ok, o argumento da série de lesões é colocado na mesa. Desculpem, mas isto é uma meia verdade. Cansamos de verificar times que convivem com baixas aos montes e a produção não cai. E o motivo é simples: os reservas são bem escolhidos.
Querem um exemplo? Em 2009, após a vitória no derbi do segundo turno, Vadão teve muitos desfalques e mesmo assim, montou um time competitivo que ganhou do São Caetano.

Esse cenário inexiste no Guarani atual. O time tem, no máximo, 11 bons jogadores e os reservas, na maior parte dos casos, não segura a peteca. Rodrigo Arroz e André Leone estão muito abaixo do ideal, especialmente no posicionamento quando enfrentam atacantes de velocidade. São fatos incontestáveis. E digo mais: encontrar-se bem posicionado no ranking das defesas é algo que deve ser relativizado. Afinal, se um time perder cinco jogos por 1 a 0 ou invés de colher cinco empates por 0 a 0, o ataque tem culpa. Mas a defesa também fica em quadro delicado.

Diante disso, não dá para aceitar as reclamações da diretoria e da comissão técnica em relação as criticas da imprensa.
Vou dizer algo básico e simplório: o Brasil é um país democrático e a liberdade de expressão é assegurada. Criticas devem ser respondidas com argumentos, ideias e com respeito. Constrangimento ou qualquer outra atitude melindrosa não é válida. Ou será que o Guarani deseja retornar à época da ditadura?

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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