Guarani e a urgência da adoção da humildade como estilo de vida

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O Guarani não merece disputar a Série A-2. O Guarani não deveria jogar a Série C. Mas para fugir destas duas competições deficitárias e sem projeção na mídia nacional, tanto jogadores como dirigentes e a comunidade bugrina precisam colocar em mente alguns preceitos.

No futebol competitivo da atualidade, o passado não compra vitórias. A história não fornece passaporte ao paraíso. Pode gerar respeito o que é outro sentimento. Para conquistar os três pontos e ultrapassar os jogos decisivos é preciso luta, suor, determinação, força, humildade e consciência do atual estágio.

Nos últimos anos, além dos erros dos presidentes, técnicos e jogadores, um clima errático tomou conta do Brinco de Ouro. Muitos consideraram que a história por sua si só produziria a obtenção dos objetivos. Engano fatal.

Para que o torcedor não pense em tratar-se de perseguição, este singelo jornalista citará dois momentos da história bugrina em que a humildade foi o camisa 12 no gramado e nas arquibancadas e produziu conquistas.

A primeira é de 1991. Beto Zini era o presidente e após o rebaixamento no Brasileirão de 1989, o Alviverde amargou uma permanência na Série B em 1990. No ano seguinte, não existiam recursos. O time era limitado e o carisma do técnico Pepe era a principal arma. Ou antes do campeonato começar dava para confiar neste time aqui: Marcos Garça, Jura, Paulo Silva, Pereira e Julimar; Biro-biro, Valmir e Edson Abobrão; Nenê, Vonei e Claudinho. Um time limitado , mas determinado, humilde e guerreiro. A torcida na ocasião entendeu a limitação e abraçou o time. Caminhou e compareceu aos jogos. O acesso foi sofrido? Sim. Mas veio.

Em 2008, a história foi reprisada. Sob o comando do emergente técnico Luciano Dias, o Guarani subiu para a Série C com uma equipe em que nenhum atleta faria parte de times históricos do Guarani. A saber: Gisiel; Maranhão, Walter, Jonathas e Roque; Nunes, Gláuber, Mário César e Maicon Sapucaia ; Dairo e Fernando Gaúcho. Convenhamos: antes da bola rolar, você acharia que este time conseguiria classificação ou acesso? Pois é. A superação cobriu possíveis limitações.

Nas duas ocasiões, um fato chamou atenção. Ninguém falava do título de 1978. Ninguém pensava naquilo que fazia o rival. Ninguém ficava fissurado em enumerar títulos e conquistas do passado. O foco era apenas incentivar o time e pressionar os oponentes. Era norma encarar aqueles 11 jogadores como extensão da arquibancada. Todos entendiam que não cabia soberba, prepotência, arrogância e empáfia para vencer os adversários.

Infelizmente, parece que muitos esqueceram a lição.

1 COMMENT

  1. Bom texto sobre como subir com humildade.
    Nunca é demais lembrar de como caiu em 1989 talvez com o mesmo mal, depois de vender o time inteirinho de 86, 87 e 88 com excepcional trabalho da base e excelentes olheiros que amealhavam promissores jogadores de times menores (Evair, Joao Paulo, Boiadeiro, Ricardo Rocha, Barbieri, Gilson Jader, Catatau e etc) começou a era Zini de contratar medalhões regressos do exterior (salário nas alturas e pouquíssimo futebol) João Leite ex-goleiro Galo, Biro-Biro(?), finado Washington ex-Flu, Pita (veio mais gordo que o Faustão, antes da cirurgia) e etc. E até hoje continua esta sina da fam[ilia Zini de contratar seus jogadores em detrimento da nossa BASE.

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