Guarani: Boa vontade existe de sobra. Mas falta o líder acima da média…

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Respeito a opinião das pessoas que consideram o quadro vivido pelo Guarani previsível. Afinal, com dividas impagáveis e salários dos funcionários atrasados não havia muito o que fazer na Série C. Mas confesso que tenho resistência em abraçar a tese. Especialmente porque todos os clubes brasileiros, de um jeito ou de outro, vive um instante dramático no aspecto financeiro. E administram o futebol de modo digno. Todos os clubes brasileiros tem um dirigente para soltar os cachorros e apontar como responsável pela situação financeira dramática. Todos.

O Paraná, por exemplo, convive com salários atrasados e problemas administrativos. Mesmo assim, consegue administrar a situação, disputar a Série B com alvo no acesso e projetar de uma vez por todos um técnico do porte de Dado Cavalcante. Diante disso, fica a pergunta: o que falta ao Guarani?

A pergunta começa a ser respondida no começo da década de 1980, quando Luiz Roberto Zini e Leonel Martins de Oliveira entraram em uma guerra política fraticidade que culminou com o reinado de Zini por 11 anos e que posteriormente gerou José Luis Lourencetti, administração que iniciou os problemas administrativos, inclusive com um dia de greve durante o Campeonato Brasileiro de 2003.

Afastado, deixado de lado e sem perspectiva de poder, Leonel voltou ao cargo em 2006, mas a mente direcionada para a década de 1980. Ou seja, métodos administrativos antigos para fatos novos em um futebol moderno. Posteriormente, como autêntico paraquedas, Marcelo Mingone foi guindado a posição de presidente porque simplesmente não existia opção após a queda de Leonel Martins de Oliveira.

De certa forma, o roteiro foi seguido por Álvaro Negrão. Admito, porém, que o atual presidente chegou ao poder respaldado de inicio por uma coligação de todas as facções do clube e por um desejo próprio de conduzir o clube. Negrão erra, toma decisões certas ou equivocadas, mas seria uma calúnia afirmar que é mau intencionado. Pelo contrário.

Dentro das possibilidades, coloca dinheiro do próprio bolso para tocar o clube. Infelizmente, no entanto, não foi preparado e fomentado para ocupar o cargo. Tem ideias, boas intenções mas pelas confusões reinantes no Guarani, não teve chance de ganhar o lastro vital para formar-se como autêntico líder, capaz de até de antever os fatos e realizar a intervenção certeira e necessária. Até no departamento de futebol

. Esta talvez seja a principal ausência no dia do Guarani. Falta dinheiro, infra-estrutura, harmonia política e principalmente um líder carismático e criativo que possa conduzir o Guarani um novo tempo. Hoje, Álvaro Negrão, apesar da sua volúpia, não tem esse perfil. A saída para a torcida é aguardar que ele use o tempo para apresentar-se como esse personagem.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

1 COMMENT

  1. Elias, nos meus humildes comentarios no face venho batendo na tecla de que sem expressão fora r dentro de campo não se conseguirá mudar o Guarani. Não é possível que não se ache um parceiro ginanceiro gorte se voce apresentsr um projeto de médio a longo prazo onde apareçam comsndantes fortes, de expressão no gutebol. Não meras apostas. Nem a bolsa o investidor quer muito, imagine embum clube de futebol.
    Solução tem o aue precisa é arojo!
    Um abraço
    Dr Wanderley Rondini

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