Guarani 2 x 2 Red Bull: Paulínia só não viveu uma tragédia porque Deus não quis!

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É meu costume escrever um artigo para o Guarani e outro para a Ponte Preta neste blog. Mas existem exceções como neste domingo. O que eu vivi ontem à tarde no Estádio Luiz Perissinotto me fez acreditar: o jogo entre Guarani e Red Bull só não teve uma tragédia (traduzindo: morte!) porque Deus não quis.

Vamos aos fatos. E aqui não cabe dizer que o Guarani, a Prefeitura Municipal de Paulinia e a Polícia Militar são culpados isolados. Todos tem sua parcela neste enredo de trapalhadas e atos absurdos. Tudo isso dentro de um jogo aguardado e marcado há pelo menos dois meses.

Quem chegasse ao estádio deparou-se com arquibancadas lotadas na parte destinada aos bugrinos. Como a Polícia Militar não liberou as arquibancadas movéis à  torcida do Red Bull restou apenas ao visitante ocupar um dos módulos fixos de arquibancadas anteriormente destinado ao Guarani. Resultado: crianças, mulheres e aposentados passaram mal na torcida do Guarani, duas pessoas foram atendidas pela ambulância e somente no segundo tempo, diante do trabalho de prestação de serviço exercida pela Rádio Central de Campinas, o comandante da Polícia Militar voltou atrás na decisão e liberou as arquibancadas móveis para os fãs do Red Bull. Automaticamente, os torcedores bugrinos foram acomodados no segundo módulo de arquibancada.

A Polícia Militar tem culpa no cartório? Tem, especialmente porque tomou a decisão do veto da arquibancada móvel em cima da hora. No entanto, a diretoria do Guarani deveria ter cuidado com a carga de ingressos. O estádio comporta quatro mil torcedores? Que fossem vendidos apenas dois mil ingressos. Em qualquer lugar do Brasil, diante das precárias instalações dos estádios que não farão parte da Copa do Mundo, a quantia de bilhetes sempre é diminuída. Por que em Paulínia seria  diferente? E faço mea culpa: nós, cronistas esportivos, não nos atentamos para esse detalhe. Também falhamos.

O que dizer então da infraestrutura colocada à disposição da imprensa? Antes um esclarecimento: a assessoria de imprensa do clube tem culpa zero no episódio. Fez aquilo que era possível e os profissionais de imprensa fizeram o que estavam ao alcance para fazer uma transmissão de qualidade. Agora, pense: a sorte era de a laje era de concreto e suportou bem o peso tanto dos equipamentos como dos profissionais. Pergunta: se fosse uma estrutura mais frágil, como nos deparamos em diversas residências e espaços comerciais? Onde os equipamentos seriam colocados? Em que local seriam alojados os cronistas esportivos

Em entrevista à Rádio Central, o diretor geral do Guarani, Marcos Ortiz afirmou que uma estrutura provisória seria montada pela Prefeitura para abrigar as Estações de televisão, mas diante do fato do dinheiro ter sido direcionado para a melhoria do gramado, a montagem ficou inviabilizada.

Tanto a direção do Guarani como a prefeitura de Paulínia poderia adotar uma medida simples: procurar empresas que forneceriam dinheiro para bancar essa estrutura provisória e em troca as empresas teriam direito a placas de publicidade a beira do gramado do Estádio Luiz Perisssinotto. Por que o torcedor bugrino deve ter consciência: em caso de chuva forte, as transmissões de todas as rádios seriam interrompidas para que equipamentos caros não fossem perdidos. É justo? Não.

Após relatar esses fatos, só espero que lições sejam aprendidas e que se o mando de jogo continuar em Paulínia algo fique visível aos olhos de todos daqui em diante: o torcedor bugrino torcer com tranquilidade e a imprensa realizar o seu trabalho. A época do futebol aventura deve ficar no passado.(foto: Rodrigo Villalba)

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