Gigantes escapam do rebaixamento no Brasileirão em 2015?

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Impossível passar batido pela péssima campanha dos gigantes neste começo de Brasileirão. Não só pela eficiência dos emergentes, mas pela incapacidade daqueles que detém milhões em cotas de televisão e de publicidade em montarem equipes com um mínimo de equilíbrio e de competitividade.

Se o campeonato terminasse hoje, os quatro rebaixados seriam Flamengo, Coritiba, Vasco e Joinville. Pior: Santos e Palmeiras, com seis pontos ganhos, estão logo acima e devem se preocupar com a zona da degola. Um cenário calamitoso se levarmos em conta que no Parque Antártica, a emissora proprietária dos direitos de transmissão repassa R$ 70 milhões enquanto que na Vila Belmiro o montante fica em R$ 60 milhões.

No passado, o quadro era diferente após seis rodadas, pois os últimos eram Botafogo e Coritiba (quatro pontos) , Figueirense (três pontos) e Chapecoense (dois pontos). Perceba: desses quatro agraciados, três conseguiram escapar da degola após as 38 rodadas ( caíram Botafogo, Vitória, Bahia e Criciúma), o que mostra um tempo razoável de recuperação. Só um cuidado: assim como no ano passado, o Coritiba está na degola. Dessa vez, sem Alex. Deveria ficar esperto.

De modo emergencial, algumas providências podem ser tomadas. O Flamengo já se mexe e Guerrero será incumbido de exterminar com o jejum de gols enquanto que o Vasco precisa de alternativas para o técnico Doriva, longe de ser santo ou milagreiro. Já o Joinville padece de uma falha estrutural de planejamento. Utilizar jogadores e a estrutura da Série B na divisão de elite é assinar sentença de morte. Vai ser difícil…

Quanto a Santos e Palmeiras, jogadores de qualidade não faltam. O que está ausente é a competência e a concentração. Que sejam perspicazes e eficientes. Antes que encarem um fantasma indigesto.

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