Futebol, o esporte que adora abrigar os chatos e politicamente corretos

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Alexandre Pato comemora classificação para o Campeonato Paulista e faz uma declaração graciosa para Rogério Ceni. Diz que o arqueiro deveria buscar a bola no fundo da rede. Há três semanas, Ronaldinho Gaúcho quase viu seu mundo desabar quando disse que o jogo diante do São Paulo era um “treinamento de luxo”. Novamente, as criticas foram ferrenhas. Dos dois episódios, uma conclusão é gerada: o futebol está chato e com um comportamento politicamente correto que beira ao sufocante.

Vários motivos podem ser enumerados como geradores do fenômeno. O primeiro é o aumento da violência das torcidas organizadas, o que gerou um temor de qualquer frase ou comportamento possa gerar um episódio de consequências imprevisíveis.

Outro motivo é pela transformação do futebol em negócio. Milhões de reais envolvidos por intermédio de patrocinadores e nas próprias transações fazem com que cada gesto ou atitude seja estudada em minucias. A figura do assessor de imprensa virou figurinha carimbada, não para facilitar a intermediação com os veículos de comunicação e sim para ajudar a formatar um produto ( o jogador) que seja superficial, mas que agrade as multidões.

Culpados? Em parte, os jogadores por aceitarem esse circo e relegarem sua espontaneidade. E também os torcedores do bem, que infelizmente desistiram de lutar por um futebol de alegria e valorize declarações e atitudes positivas. No atual conjuntura, atletas como Vampeta, Renato Gaúcho e Serginho Chulapa só sobreviveriam no futebol atual se adotassem a tática da boca fechada.

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