Futebol é para elite. Infelizmente.

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Ir a um estádio de futebol aos poucos transforma-se em lazer para poucos. E privilegiados. Uma reportagem do jornal do O Estado de São Paulo de sexta-feira demonstra que o valor dos ingressos subiu em média 152% em sete anos. Em alguns casos, a medida foi justificada pela boa infra-estrutura oferecida, caso da Arena da Baixada, em Curitiba, primeiro a liderar o movimento de elitização do futebol. Já nos casos de Flamengo e Corinthians, a contratação de jogadores milionário virou o mote para tirar dinheiro do bolso do torcedor. Detalhe: após chiadeira, o Furação deixou seu bilhete com valor médio de R$ 16,31. No caso dos clubes mais populares do país, o valores estão em 32,77 e 20,43, respectivamente.

É tema delicado. No Brasil, o futebol é esporte popular, talvez a única distração acessível as camadas populares. No nordeste, as equipes sempre encaram arenas lotadas em virtude da sensibilidade dos cartolas em entender que o fator pressão é fundamental para fazer a diferença. No Sul e no sudeste, o que dita a conjuntura é a ânsia de arrecadar a todo preço e qualquer custo. Mesmo que a massa popular fique do lado de fora.

Tenho uma opinião. O estádio deve comportar vários tipos de públicos. A maior parte deve ser reservada ao frequentador do projeto de Sócio-Torcedor, que pode pagar uma mensalidade fixa e usufruir de outros serviços. Mas é preciso destinar uma parte das arquibancadas aos torcedores de menor aquisitivo. Ingresso a R$ 5 ou R$ 10 seria fundamental para fazer com que as classes C,D e E também ficassem estimuladas a comprar o produto futebol e suas variáveis. O futebol não pode anda contra a maré do Brasil, ávido em incluir cada vez na sociedade de consumo quem esteve marginalizado durante décadas.

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