Futebol, 150 anos: o sentimento coletivo sobrevive ao interesse individual?

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Comemoramos neste sábado os 150 anos de criação da associação que culminou com a formatação do futebol como vemos nos dias atuais. Foi a partir daquela reunião de jovens dirigentes de clubes ingleses que a porta foi aberta para a criação da Fifa, da Copa do Mundo e desta verdadeira máquina de fazer dinheiro que virou o futebol.

Mas algo chama atenção, que é o caráter coletivo de propagação do futebol nos anos iniciais. Não existia um guru, um comandante incontestável. Todos reconheciam a importância de se utilizar a conversa com amigos, parentes para deixar o futebol um esporte popular e impressionante. Era um sentimento coletivo, preservado até hoje entre as torcidas dos mais diversos times espalhados pelo planeta.

Pena tal conceito ser sumariamente ignorado pelos protagonistas. Hoje, o futebol virou uma peça importante na indústria do entretenimento e os atletas estão preocupados mais com seus ganhos financeiros do que as bandeiras que empunham. Figuras como Marcos, Rogério Ceni ou até do ex-técnico do Manchester United, Alex Fergusson, são cada vez mais raras.

Hoje, você conseguiria imaginar Zico atualmente por quase toda a carreira no Flamengo? E um tal Edson Arantes do Nascimento, que recusou propostas do exterior para defender o Santos por 18 anos? Hoje, essas figuras tão ligadas aos seus clubes passariam como otários por seus companheiros de profissão.

O futebol completa 150 anos e clama para que as pessoas importem-se com a essência do jogo. Afinal, uma hora o interesse individual sempre mata o sentimento coletivo. Que isso não aconteça com essa modalidade apaixonante.

 

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