Final de semana comprova: brasileiro está “casado” com os Estaduais. E não quer largar…

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A pesquisa divulgada no mês passado pelo Ibope e divulgada pelo jornal Lance mostrou que o torcedor brasileiro em uma escala de 0 a 10, estabelece uma nota 6,4 para o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil enquanto que a Copa Libertadores ficou no patamar 6,3. No campeonato estadual, a nota ficou em 6, um pouco abaixo dos outros concorrentes mas bem acima do que esperavam seus detratadores.

Chegam as finais dos Estaduais neste final de semana e o interesse é reforçado. Vasco e Botafogo jogaram para um público de 66 mil torcedores. No Beira-Rio, o borderô registrou a presença de quase 42 mil espectadores. Na Fonte Nova, mesmo com a desvantagem de três gols, o Bahia arrastou 21 mil pessoas para presenciar a goleada por 6 a 0 sobre o Vitória da Conquista. Como explicar então o fenômeno do Gama, que arrastou 24 mil pessoas para a final disputada no Estádio Nacional em Brasília? No Couto Pereira, apesar do revés, o Coritiba perdeu o título diante de 25 mil aficionados.

Fico cada vez mais convicto que quanto mais o campeonato brasileiro crescer em importância, maior será a dificuldade em exterminar  o campeonato estadual do calendário. Aliás, algo já exposto neste espaço.

Com a distribuição injusta das cotas de televisão, o grito de campeão no Brasileirão com a f´órmula de pontos corridos  ficará restrito apenas a quatro ou cinco equipes. Não podemos esquecer os  estados que usaram os estaduais para forjar times com representatividade e torcida. Paraná (Atético-PR, Coritiba), Santa Catarina (Avaí, Figueirense, Criciúma, Joinville, Chapecoense), Bahia (Bahia e Vitória), Pernambucano (Náutico, Sport e Santa Cruz), Ceará (Ceará e Fortaleza) são apenas alguns dos estados com times de grandes torcidas e forjados nos torneios estaduais.

Como convencer as torcidas dessas equipes que o grito de campeão será racionado para patamares  ínfimos e desprezíveis? Como dizer de modo abrupto que nem em seu próprio território poderá demonstrar grandeza. Pois é, tradições fincam os estaduais na raiz do futebol brasileiro.

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