Fifa tem novo presidente. A mudança é para valer?

fevereiro 26th, 2016 | by Admin
Fifa tem novo presidente. A mudança é para valer?
Futebol Internacional
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Quando foi eleito pela primeira vez para o comando da Fifa, em 1974, o então presidente da CBD, João Havelange apostou suas fichas nos votos da América do Sul e da África para desbancar o então detentor do cargo Stanley Rous.

Emitiu a mensagem de que trataria todos igualmente e tiraria a entidade de um suposto  domínio europeu. Pois o novo presidente da entidade, Gianni Infantino, já sabe que precisará adotar um discurso conciliador e inclusivo se quiser governar em paz, sem a sombra e as reclamações dos países periféricos. “O futebol não está dividido. Foi uma eleição e não uma guerra. Eleição você ganha e perde e a vida continua. Eu tenho ótimas relações na África. Fiz vários amigos por lá e foi por lá a minha primeira competição. Eu me dou bem lá, me dou bem na Ásia, na Oceania, na América do Sul e do Norte… Eu não sou candidato da Europa, eu sou candidato do futebol e futebol é universal. Não precisamos subir muros, precisamos construir pontes. Vamos falar de desenvolvimento no futebol”, disse o novo mandatário.

O discurso é necessário. Braço direito de Michel Platini na UEFA por muitos anos, Infantino sabe que entrará em uma entidade dividida. Venceu o xeque bahrenita Salman Al Khalifa, que preside a Confederação Asiática de Futebol por 115 votos a 104 votos, uma realidade bem distante daquelas vividas por Joseph Blatter e João Havelange, quando a aclamação parecia o caminho natural.

O que muda para o Brasil? Muito pouco. O futebol está em mutação e talvez a pergunta ideal a ser feita é se o Brasil ficará com as demandas administrativas e políticas que surgirão daqui para frente.

Agora, algo precisa ser dito. O repórter mais atento aos desmandos ocorridos na Fifa nos últimos 30 anos foi ácido sobre a escolha do Italiano. “A velha guarda segue no poder. Estão apenas trocando os nomes. Não acredito em mudanças profundas”, disse o jornalista Andrew Jennings. É, tempos de incertezas devem aparecer no futebol.

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