Felipão, o retrocesso!

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A Seleção Brasileira disputará a Copa do Mundo em seus domínios. Tudo leva a crer que Luis Felipe Scolari será o comandante. Um nome que tem nas costas o título mundial de 2002 e um quarto lugar com Portugal em 2006. Apesar do currículo respeitável, a escolha é um retrocesso.

Em primeiro lugar pela própria história da Seleção Brasileira. Até hoje, nenhum treinador teve êxito em sua segunda passagem. É só fazer uma retrospectiva. Após ser campeão em 1958, Vicente Feola comandou a vexatória campanha de 1966, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase em campos ingleses. Mário Jorge Lobo Zagallo cumpriu sua missão e foi campeão em 1970. Quatro anos depois, foi atropelado pela Seleção Holandesa e teve que se contentar com o quarto lugar.

Na década de 1980, Telê Santana encantou o mundo com um futebol encantador em 1982 e quatro anos depois, apesar de terminar na mesma colocação da copa anterior – quinto lugar- exibiu um futebol que não deixou saudades.

Carlos Alberto Parreira superou os críticos, contou com a ajuda de Romário e faturou o caneco em 1994. Em 2006, na Alemanha, não soube controlar as baladas, as farras e o desinteresse dos astros e naufragou diante do França. Dessa vez, não existe nenhum dado concreto para acreditar na quebra do tabu com Felipão.

O outro motivo para apostar no fracasso de Felipão é o próprio Felipão. Em sua passagem pelo Palmeiras mostrou-se um técnico ultrapassado, sectário, ranzinza, isolado e muito mais afeito a confusões do que em agregar.

Taticamente seu retrocesso também é notório. Perdeu dois jogos para o Guarani no Campeonato Paulista quando não soube enxergar os erros de marcação do lado esquerdo. Tomou um baile do lateral Oziel e ficou imóvel, sem iniciativa.

A conquista da Copa do Brasil foi fruto do discurso motivacional, da disposição e determinação dos jogadores. Os adversários puderam aplicar suas receitas sem qualquer problema.

Para piorar o quadro, ele terá sob o seu comando uma seleção talentosa, jovem e sem bagagem para Copa do Mundo. Terá paciência para oscilações de desempenhos, fatos normais em atletas de 20 ou 21 anos. No final, chega-se a conclusão que apenas José Maria Marin está feliz com a situação. Encontrou o escudo que desejava. Velho, ultrapassado, sem reciclagem. Mas é um escudo.

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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