Fátima Bernardes quer misturar jornalismo com entretenimento. É possível?

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Como todo bom profissional de comunicação, observo à distância a preparação do programa de Fátima Bernardes na Rede Globo. Tem estreia marcada para o dia 25 de junho e chega com a pretensão de ser um arrasa-quarteirão na guerra de audiência contra a Record. Alguns movimentos, no entanto, chamam a atenção e geram uma reflexão sobre o rumo da profissão.

Nas entrevistas coletivas, a direção do programa como a jornalista enfatiza que o programa terá ênfase no jornalismo com entretenimento. Tanto que o contrato de Fátima Bernardes saiu da Central Globo de Jornalismo e passou para o setor de produção. Repórteres serão destacados para cobrir os fatos do dia e uma bancada de analista irá debater os principais. Cá entre nós. Nada que os programas populares de rádio não façam há anos.

Mas a pergunta que fica é a seguinte: jornalismo deve ser vendido como entretenimento? Precisa possuir o foco de apenas divertir? O clube que tem Tiago Leifert como sócio honorário é aquele que está correto?

Se todas as respostas forem positivas, então onde fica a função social do jornalismo? Como encaixar o espirito critico, a busca do outro lado e a exposição de conflitos, preceitos vitais para o jornalismo bem feito? Se Fátima Bernardes desejar fazer a junção de conceitos tão díspares, certamente terá que realizar um punhado de encontros para celebrar a resposta.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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